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Jogador de futsal do Sporting troca treinos pelo confeção de máscaras

Erick Mendoça está a ajudar a produzir máscaras em 3D para ajudar hospitais

Jogador de futsal do Sporting troca treinos pelo confeção de máscaras

Erick Mendonça é um jogador de futsal do Sporting, mas aproveitou a paragem forçada nos treinos de futsal para ajudar na confeção de máscaras de proteção no combate à pandemia provocada pela covid-19, que já provocou 60 vítimas mortais em Portugal.

O fixo dos leões não se limitou a cumprir quarentena em casa, enquanto faz o seu “treino físico para manter a forma”, e resolveu assumir um papel pró-ativo no combate ao novo coronavírus, juntando-se a um projeto de produção de máscaras.

“A ideia da produção de máscaras em impressora 3D foi de um amigo. Falei com ele e, como tenho um tio que tem uma máquina, decidi juntar-me para ajudar. Desde então, temos estado em contacto e a produzir máscaras”, começou por dizer em declarações à agência Lusa.

Familiarizado com o processo de confeção destas máscaras, o internacional português mobilizou grande parte da sua família para contribuir na produção de máscaras e integrar o núcleo de Cascais de uma iniciativa que, segundo revela, já se estendeu a várias zonas do país.

“Isto começou a ser feito em Almada, pelo meu amigo Nuno Mateus e um amigo dele, mas tomou outras proporções e já há pessoas de todo o país a ajudar, porque há falta de material em todo o lado. No meu caso, estou num grupo na zona de Cascais”, refere o jogador, de 24 anos.

Erick Mendonça, cuja função é a de coordenar e “alinhar as tropas da sua equipa”, conta com o contributo de cerca de 20 familiares, 10 dos quais com um papel mais efetivo, tendo conseguido reunir verba suficiente para comprar mais uma máquina 3D, que pode custar entre os 200 euros e 600 euros, e poder aumentar assim a produção, que atualmente é de 10 máscaras ao dia.

“Como a procura é grande e há falta de material, juntámo-nos todos e comprámos mais uma máquina, que ainda não chegou, para serem duas a produzir numa só família. A produção de máscaras em 3D demora algum tempo e, como estamos a trabalhar nisto não há muito, precisávamos de três horas para fazer uma unidade, mas já conseguimos reduzir para duas horas e meia”, atirou.

Depois de impressas, as viseiras seguem para a linha de montagem distribuída pelas várias casas da família do jogador, de onde saiu a primeira remessa para uma unidade de saúde do Feijó e de onde sairá a próxima para a Linha de Cascais. A motivação, segundo o próprio, surgiu “de duas razões muito simples.”

“Temos de pensar no esforço que estes profissionais de saúde fazem e ajudar. Eles são heróis e é assim que devem ser vistos. Abdicam de estar com os familiares para cuidar de doentes. Depois foi a revolta por não poder fazer nada fisicamente. Tenho familiares que estão no grupo de risco e eu, como não podia ajudar de outra maneira, assim que percebi que era viável colaborar na produção de máscaras, não pensei duas vezes”, justificou.

“Estou a fazer os mínimos para ajudar quem nos ajuda. Não acho que isto seja um ato heroico, tão pouco tive a ideia, só sou parte integrante do projeto, mas sinto-me bem e com a plena consciência que isto é o que deve ser feito. Tenho a consciência tranquila por estar a ajudar”, concluiu.

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