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Isabelle Huppert inaugurou exposição sobre as suas "muitas faces"

A exposição de fotografia 'Isabelle Huppert: Woman of Many Faces' inaugurou hoje em Sintra, no âmbito do Lisbon & Sintra Film Festival, com a presença da atriz francesa, que assegurou que a diversidade dos retratos mostram sempre a sua pessoa.

Isabelle Huppert inaugurou exposição sobre as suas "muitas faces"
Notícias ao Minuto

18:07 - 18/11/17 por Lusa

Cultura Sintra

"Não, de todo, são os outros que me veem assim", respondeu a atriz, de 64 anos, após visitar a exposição no MU.SA - Museu das Artes de Sintra, quando questionada se também se via como uma "mulher de muitas faces".

Isabelle Huppert admitiu que as pessoas podem vê-la de muitas maneiras na diversidade dos retratos registados ao longo da sua carreira, mas assegurou: "Sou sempre eu própria".

A exposição, inserida no Leffest - Lisbon & Sintra Film Festival, possui a curadoria de Ronald Chammah, marido da atriz, e de Jeanne Fouchet-Nahas e reúne mais de cem fotografias de artistas como Robert Frank, Helmut Newton, Cindy Sherman, Robert Doisneau ou Annie Leibovitz, retratos-vídeo e uma videoinstalação de Robert Wilson.

"Este é um rosto sem defesas porque é o rosto de uma atriz", sublinha Elfriede Jelinek, citado nas paredes do MU.SA, espaço que a atriz percorreu para reencontrar memórias fotográficas antes expostas no Museum of Modern Art, de Nova Iorque.

Para Huppert, cada imagem "pode ter significados diferentes" para cada observador, mas conta um percurso através do olhar de cada um dos fotógrafos.

"O que me interessa é como, a partir do mesmo modelo, cada fotógrafo se mostra", notou a atriz de 'A Pianista' e 'Elle', explicando que se tratou "sobretudo de encontros ocasionais", mas também há fotografias preparadas, nomeadamente de moda, com um registo "mais tradicionalista".

A diferença de abordagens serviu para Huppert recordar o trabalho de Peter Lindbergh ou como Henri Cartier-Bresson lhe "tirou cinco ou seis fotos" enquanto falavam.

O produtor Paulo Branco, diretor do Leffest'17, salientou que "a exposição apresenta um conjunto de fotografias de grandes fotógrafos do mundo", que demonstram não só "o seu fascínio", mas que "em cada foto mostram o seu olhar" da atriz.

O ator Willem Dafoe, de 62 anos, que participa em 'Julian Schnabel: A Private Portrait', de Pappi Corsicato, e 'Anticristo', de Lars Von Trier, também passou pela inauguração da exposição.

O presidente da Câmara de Sintra, que acompanhou Isabelle Huppert na visita, congratulou-se pela "magnífica exposição" que vai "enobrecer não apenas o museu, mas que vai dar" à vila "a perspetiva exterior e a imagem que ela merece".

"Esta iniciativa é uma das várias que o Leffest vai promover em vários setores, no cinema, na cultura, no teatro", notou Basílio Horta (PS), considerando que a exposição é boa para Sintra, "mas também para os visitantes e os turistas".

O autarca convidou Huppert a regressar a Sintra, onde "será sempre bem recebida", e a atriz recordou que visitou a vila em 2002, por ocasião da produção de 'Duas' ('Deux'), de Werner Schroeter.

A organização do Feffet'17 anunciou que a atriz estará hoje nas apresentações de duas obras em que participou, 'Malina' (1991), do cineasta germânico Werner Schroeter, que morreu em 2010, e 'Souvenir' (2016), de Bavo Defurne, no Espaço Nimas, em Lisboa.

Depois de dez edições em Lisboa e no Estoril, com o apoio da Câmara de Cascais, o Leffest realiza a 11ª edição em parceria com a vizinha autarquia de Sintra, de 17 a 26 de novembro.

O Leffest apresenta em antestreia obras como 'I love you Daddy', de Louis C.K., 'Molly's Game', de Aaron Sorkin, ou 'Wonder Wheel', de Woody Allen, a par de 13 filmes em competição, que serão avaliados pelo júri presidido por David Cronenberg.

Além das retrospetivas de Julian Schnabel, Abel Ferrara, Isabelle Huppert, João Mário Grilo, José Vieira e Alain Tanner será homenageado Peter Brook.

O programa contempla ainda um recital no Palácio Nacional de Sintra, com música e poemas de Paul Bowles, e um simpósio no Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra), a 24 e 25 de novembro, que questiona se "pode a arte ainda ser subversiva?".

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