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Concurso para projeto de remodelação do Museu do Chiado com 29 propostas

Um total de 29 propostas apresentaram-se ao concurso de conceção para a elaboração do projeto de remodelação e ampliação do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), anunciou hoje o Património Cultural - Instituto Público (PC-IP).

Concurso para projeto de remodelação do Museu do Chiado com 29 propostas
Notícias ao Minuto

16:25 - 17/04/24 por Lusa

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"Prevê-se que o projeto de arquitetura fique concluído até ao final do primeiro semestre de 2025", indica, em comunicado, o PC-IP.

Lançado em dezembro de 2023 pela então Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) com a assessoria técnica da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitetos (OA), o concurso público internacional tem um valor de 750 mil euros, sem IVA, e tinha prazo de apresentação dos trabalhos até 10 de abril último.

O concurso teve por base um Programa Preliminar do Projeto elaborado pela DGPC em articulação com o MNAC e com a OA, e, de acordo com o calendário previsto, segue-se agora a fase de apreciação das propostas rececionadas, a cargo de um júri constituído por representantes do Património Cultural e por representantes da OA.

As obras de ampliação do MNAC, com um custo estimado em cerca de oito milhões de euros, destinam-se a duplicar as áreas de reservas e exposições, uma medida reclamada há décadas pelos sucessivos diretores do museu, devido à exiguidade do espaço disponível neste equipamento cultural que tem à sua guarda uma das mais importantes coleções públicas de arte do país.

O projeto a desenvolver no museu, que completou 100 anos em maio de 2011, abrangerá uma parte do edifício onde estava anteriormente instalada a PSP, e parte do edifício do antigo Governo Civil de Lisboa.

"Pretende-se, com esta remodelação criar uma articulação entre os três edifícios, incluindo o mais antigo onde o Museu está instalado, na zona do Chiado, em Lisboa", salienta o PC-IP, organismo que sucedeu em janeiro à DGPC, sobre o projeto do museu.

O MNAC está dotado de um acervo de quase 5.000 peças de arte, desde 1850 à atualidade, incluindo peças presentes em entidades como embaixadas e ministérios.

Em dezembro de 2023, a diretora do MNAC, Emília Ferreira, em declarações à agência Lusa, considerava que o projeto iria "beneficiar as condições do acervo e exposições", assim como o trabalho dos funcionários e o acesso e acolhimento dos visitantes.

Emília Ferreira salientou, na altura, a importância deste projeto para o museu, "que não tem tido a possibilidade, por falta de espaço, de apresentar uma exposição de longa duração, com peças em número significativo, com um percurso mais compreensivo da coleção".

"O que temos conseguido fazer é ir apresentando vários núcleos diferentes baseados no acervo", referiu Emília Ferreira, acrescentando que serão "também muito bem-vindos espaços técnicos, auditório, serviços educativos e para reservas."

Em dezembro, o MNAC iniciou as obras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, para as quais recebeu 1,8 milhões de euros, para serem realizadas previsivelmente durante seis meses, focadas na reparação de "problemas antigos e urgentes", nomeadamente a recuperação e instalação de ar condicionado, coberturas, reparações de infiltrações e substituição de janelas.

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