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Público não desistiu do festival SBSR e parte da culpa é de A$ap Rocky

O público não desistiu do festival Super Bock Super Rock, que a dois dias do início teve que mudar de localização, do Meco, em Sesimbra, para Lisboa, sendo a música, nomeadamente a do 'rapper' A$AP Rocky, a razão principal.

Público não desistiu do festival SBSR e parte da culpa é de A$ap Rocky
Notícias ao Minuto

21:08 - 14/07/22 por Lusa

Cultura Festival

Ana Monteiro comprou bilhete para a 26.ª edição do Super bock Super Rock (SBSR) em 2019. Entretanto veio a pandemia da covid-19 e o festival acabou por ser adiado para este ano.

Com um grupo de amigas, todas do Porto como ela, contava passar três dias na Herdade do Cabeço da Flauta, uma zona arborizada, entre a lagoa de Albufeira e a praia do Meco, no concelho de Sesimbra.

Mas, na terça-feira, a dois dias do início, a organização anunciou que o festival seria transferido para Parque das Nações, em Lisboa, tendo em conta a declaração de estado de contingência vigente no país pelo elevado risco de incêndio e a consequente proibição de realização de quaisquer atividades em zona florestal.

A mudança acabou por causar "alguns constrangimentos", mas não desistiu. "Foi um bocado complicado para nós que somos do Porto e estávamos a contar acampar no Meco, mas felizmente conseguimos alojamento em Lisboa", contou à Lusa hoje ao final da tarde, momentos depois de entrar no recinto.

Nos últimos dois anos, os festivais de música fizeram-lhe falta, porque são algo "que anima sempre o verão". O SBSR é o primeiro a que vai este ano e conta "que seja bastante animado".

Com passe para os três dias, tem como prioridades os concertos de A$ap Rocky, GoldLink, C.Tangana e Metronomy.

De mais longe ainda, Guimarães, chegaram Pedro Pinheiro e Gabriela Duarte. Os dois compraram bilhete para o festival há três semanas. A alteração de local é lhes indiferente.

"Eu venho é para a festa, o sítio não me importa. Venho ver o A$ap e o T-Rex. É o meu primeiro festival este ano, segundo da minha vida. Foi difícil porque um gajo quer é festa. Gosto disto, deste ambiente", contou à Lusa.

Gabriela tinha estado no Meco em 2019 e adorou. "Achei que ia gostar na mesma [sendo em Lisboa], então não me fez grande confusão [a relocalização]", disse.

Tal como Pedro, só comprou bilhete para hoje e a razão é a mesma: ver A$ap Rocky e T-Rex. "Gostava de ficar mais dias, mas está ótimo", disse esta "super fã" do 'rapper' norte-americano, que que na semana passada esteve no Algarve a vê-lo ao vivo no festival Rolling Loud.

Pedro Martelo e Gonçalo Baptista, de Sesimbra, contavam com o festival à porta de casa. "Sendo em Lisboa é um bocado mais chato", referiu o primeiro, com o segundo a explicar que para o Meco teriam comprado, na quarta-feira, um passe para os três dias, mas em Lisboa tiveram que optar só por um.

Escolheram o dia de hoje para conseguirem ver A$ap Rocky e Flume.

A$ap Rocky foi também a razão para Tomás Martins e Carolina Mendes terem decidido, há uma semana, comprar bilhete para o festival.

A alteração de local "não tem problema nenhum" para estes amigos. Carolina considera até que a organização "fez bastante bem". "Era muito perigoso no Meco", afirmou, confessando que prefere o outro recinto.

A montagem do recinto, que abriu ao público hoje às 15:00, como estava escrito nos bilhetes, aconteceu em tempo recorde.

"Nem acredito", confessou à Lusa o promotor Luís Montez, recordando que "foi preciso desmontar, transportar e montar tudo outra vez".

"Foi duro, mas tenho uma grande equipa. Estou muito cansado, mas muito feliz por ter conseguido. Esperam-nos aqui três dias de matar saudades de estarmos juntos, a festejar com música", disse.

Ainda há bilhetes à venda, por isso o promotor deixa o desafio: "se gostam de estar com os amigos, beberem uma boa cerveja, ao pé do rio, ouvirem muito boa música, todo o cartaz é muito bom, dos nacionais aos internacionais".

Além disso, "a [Altice] Arena tem ar condicionado e a sala Tejo também, é fresquinho, está agradável e em segurança".

Além do cartaz, o festival mantém também os quatro palcos previstos: o palco maior dentro da Altice Arena, o alinhamento de dois outros palcos coordenados dentro da Sala Tejo, na mesma sala de espetáculos, e um outro palco, dedicado à música portuguesa, colocado no exterior.

Luis Montez salienta que, até sábado, "para quem gosta de rock há Local Natives, Foals, Capitão Fausto com orquestra, [quem gosta de] soul tem hoje Leon Bridges".

"Amanhã [sexta-feira] é imperdível, para mim o nome número 1 da música latina na atualidade, C. Tangana, Nathy Peluso, Silva, são tantos. [Há também] Bons DJ, hoje Flume, sábado Jamie XX, e amanhã [sexta-feira] os Hot Chip vão fazer dançar toda a arena", afirmou.

Apesar de regressar a um ambiente urbano, o Parque das Nações, onde já se tinha realizado entre 2015 e 2018, o SBSR inclui na mesma uma zona de campismo, no Parque Tejo/Caminho das Andorinhas, para os portadores de passe geral.

Os bilhetes adquiridos para o festival são válidos para a edição transferida para Lisboa, quando à devolução de bilhetes, a organização aguarda um parecer da Inspeção-Geral das Atividades Culturais.

"Mas não temos tido muita gente preocupada com isso", disse Luís Montez, destacando que muita gente está "mais perto de casa, com metro à porta, e a Carris alargou horários a partir da Gare do Oriente". "Tudo se resolve", rematou.

Leia Também: SBSR regressa hoje após dois anos de pausa e mudança de última hora

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