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Exposição debate passado da Tate ligado à escravatura

Uma exposição com obras de 40 artistas caribenhos ou inspirados na sua cultura vai percorrer sete décadas de criação artística na Tate Britain, em Londres, lançando o debate sobre o passado daquela instituição ligado à escravatura.

Exposição debate passado da Tate ligado à escravatura
Notícias ao Minuto

13:46 - 29/11/21 por Lusa

Cultura Exposição

Intitulada "Life Between Islands: Caribbean-British Art 1950s" ("A Vida entre Ilhas: Arte Caribenha e Britânica nos anos 1950", em tradução livre), apresentará obras em pintura, cinema, escultura e moda originárias das Caraíbas ou inspirados pela cultura e arte da época, de artistas como Ronald Moody, Sonia Boyce, Claudette Johnson e Steve McQueen, segundo informação divulgada pela instituição.

Com curadoria de David A Bailey, a mostra, que ficará patente de quarta-feira até 03 de abril de 2022, vai trazer à luz o passado da própria Tate Britain, cuja coleção original foi fundada no final do século XIX pelo industrial Henry Tate, que fez fortuna como refinador de açúcar, um comércio ligado ao trabalho escravo nas Caraíbas.

O levantamento da produção artística da época e do passado da instituição "tenta pensar sobre a questão do museu e das suas responsabilidades no século XXI, particularmente dos museus que têm uma história muito variada em torno do patrocínio" das artes, disse o curador ao jornal britânico The Guardian a propósito da exposição.

"Estas questões ressurgem devido ao debate do pós-escravidão e da indústria açucareira, referida nalguns trabalhos da mostra. Para mim, uma das coisas que as nossas instituições devem fazer é assumir a responsabilidade em torno dessas questões e pensar sobre qual será o legado desses elementos no futuro", disse ainda ao periódico David A Bailey, membro do British Black Arts Movement, movimento fundado em 1982.

O curador indicou que, na exposição, explorou de várias maneiras o passado conturbado da própria Tate Britain: "As principais potências europeias têm uma história pós-colonial. Diferentes gerações emergem, e essas bagagens acabam por ser assumidas e ressurgem. Isso nunca vai desaparecer".

"É o momento para as nossas instituições nacionais pensarem sobre o que devem fazer", exortou o curador, manifestando a expectativa de que a exposição atraia diversas comunidades à Tate Britain, que "verão uma outra sensibilidade sobre a arte britânica".

A exposição começa com artistas da geração Windrush - como Denis Williams, Donald Locke e Aubrey Williams - que se mudaram para o Reino Unido na década de 1950, e exploram o Caribbean Artists Movement, um grupo informal de criativos que inclui Paul Dash e Althea McNish, cujos 'designs' têxteis tropicais modernistas foram inspirados na própria paisagem caribenha.

Estes materiais viriam a influenciar, por seu turno, os criadores de moda britânicos, enquanto a comunidade caribenha forjou novas identidades no país, através, nomeadamente, da música, do reggae aos festivais carnavalescos, e até alguns artistas britânicos decidiram mudar-se para as Caraíbas, como foi o caso de Peter Doig e Chris Ofili.

Percorrendo quatro gerações da intensa ligação artística entre as Caraíbas e o Reino Unido, esta será a primeira vez que uma instituição nacional britânica contará a sua história com esta profundidade, percorrendo 70 anos de cultura, experiências e ideias manifestadas através da arte, desde pinturas visionárias a imagens fotográficas documentais.

Frank Bowling, Peter Doig, Hew Locke, Grace Wales Bonner, Alberta Whittle, Njideka Akunyili Crosby, Hurvin Anderson, Martina Attille, Lisa Brice, Vanley Burke, Pogus Caesar, Eddie Chambers, Blue Curry, Paul Dash, Denzil Forrester, Armet Francis, Joy Gregory, Lubaina Himid e Liz Johnson Artur são outros dos artistas representados.

A exposição tem curadoria de David A. Bailey, diretor artístico do Forum Internacional de Curadores, e de Alex Farquharson, diretor da Tate Britain.

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