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Coleção de pintura do Museu do Chiado obtém 'Retrato de Criança'

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (MNAC) conseguiu obter o quadro "Retrato de Criança", de João Cristino da Silva (1829-1877), num leilão, em Lisboa, anunciou a instituição na sua página oficial no Facebook.

Coleção de pintura do Museu do Chiado obtém 'Retrato de Criança'

um dia histórico para o MNAC", lê-se no 'post' do museu. "Com o apoio da tutela e do nosso grupo de Amigos, a nossa colecção de pintura oitocentista ficou mais rica. 'Retrato de criança', de João Cristino da Silva (...), pintado em 1855, foi adquirido no Leilão do Palácio do Correio Velho. Em breve iremos mostrá-lo ao público".

Este quadro foi arrematado pelo valor de quatro mil euros, de acordo com os resultados finais do leilão n.º 374, de antiguidades, arte moderna e contemporânea, encerrado no passado dia 19, e publicados 'online' pelo Palácio do Correio Velho.

"Retrato de criança" constituía o lote n.º 149 e, segundo a descrição da leiloeira, é um óleo sobre tela com a dimensão 41,5 x 33 centímetros, assinado "Christino" e datado de 1855.

Os valores de referência, para o leilão, situavam-se entre os dois mil e os quatro mil euros, tendo o quadro sido arrematado pelo valor máximo esperado.

"Retrato de Criança" encontrava-se numa coleção particular e tinha sido referenciado no catálogo dedicado ao pintor, da autoria da historiadora de arte Maria de Aires Silveira, curadora do museu.

Nascido em Lisboa, em 1829, João Cristino da Silva foi aluno da Academia das Belas Artes de Lisboa, onde veio a lecionar. No Romantismo português, ficou sobretudo conhecido como pintor de paisagem.

Um dos seus quadros mais conhecidos, "Cinco Artistas em Sintra", na coleção do MNAC desde 1911, foi levado à Exposição Universal de Paris de 1855. O quadro retrata o pintor, com ouros artistas seus contemporâneos - Tomás da Anunciação, Francisco Metrass, Vítor Bastos e José Rodrigues - e pertenceu à coleção de Fernando II.

João Cristino da Silva morreu em maio de 1877, aos 47 anos.

O MNAC "coleciona, preserva e disponibiliza ao público as obras de arte do Estado correspondentes ao período entre 1850 e a contemporaneidade", lê-se no seu 'site'.

António Carneiro, Aurélia de Sousa, Carlos Reis, Columbano, Henrique Pousão, João Cristino da Silva, José Malhoa, Marques de Oliveira, Miguel Ângelo Lupi, Silva Porto, Soares dos Reis, Teixeira Lopes, Veloso Salgado são alguns dos nomes em destaque na coleção de arte portuguesa do século XIX (1850-1910), do Museu do Chiado.

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