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Recriada a última viagem de comboio de García Lorca no Festival de Almada

A última viagem efetuada por Federico García Lorca entre Madrid e Granada, antes de ser assassinado, serviu de base à peça a representar hoje na Escola D. António da Costa, Almada, e que encerra o 35.º Festival.

Recriada a última viagem de comboio de García Lorca no Festival de Almada
Notícias ao Minuto

06:28 - 18/07/18 por Lusa

Cultura Teatro

'Federico García' é o nome do espetáculo elaborado a partir da vida e obra do poeta andaluz (1898-1936) que foi uma das primeiras vítimas das forças nacionalistas na Guerra Civil espanhola e que chega a esta edição do festival numa dramaturgia da atriz Evelyn Arévalo e do ator e encenador Pep Tosar, que também a encena e interpreta.

Um espetáculo "muito bonito e harmonioso", como o definiu o diretor do Festival, Rodrigo Francisco, na apresentação do certame, que cruza registos de vídeo e de flamenco, recorrendo inclusive ao 'bailaor' de flamenco José Maldonado e à 'cantaora' Mariola Membrives.

Estreado no Festival Grec de Barcelona, 'Federico García' é um documentário-espetáculo que cruza as várias linguagens utilizadas pelo escritor andaluz para falar da vida, obra e assassínio do poeta, em 1936, em circunstâncias ainda por esclarecer.

O compositor Manuel de Falla, o pintor Salvador Dalí e o realizador Luís Buñuel -- estes dois amigos de Lorca - são algumas das figuras que Pep Tosar convoca para o recital, com versos do poeta, alguns em catalão, produção com que o encenador confronta as feridas não saradas da Guerra Civil espanhola, acrescentou Rodrigo Francisco.

Um concerto pelos 'Sons de São Tomé', na esplanada da Escola, o encerramento da exposição 'O pomar das romãzeiras' - em tributo à escritora Yvette Centeno, a homenageada desta edição do certame - e da terceira parte da mostra que celebra os 40 anos da Companhia de Teatro em Almada, ambas do arquiteto e cenógrafo José Manuel Castanheira, também constam da jornada de hoje.

O último dia do Festival é ainda aquele em que o público vota para eleger o espetáculo de que mais gostou no certame -- o Espetáculo de Honra -, que regressará a Almada na próxima edição.

Os candidatos são 'Nada de mim', de Arne Lygre, por Pedro Jordão, para os Artistas Unidos, 'Bonecos de luz', por Rodrigo Francisco, da Companhia de Teatro de Almada, sobre texto de Romeu Correia, 'Colónia penal', de Jean Genet, por António Pires, do Teatro do Bairro, e 'Carmen', por Diogo Infante, a partir das memórias da atriz Carmen Dolores.

'Kalakuta republik', de Serge Aimé Coulibaly, pelo Faso Danse Théâtre, do Burquina Faso, com a companhia Halles de Schaerbeek, 'Final do amor', de Pascal Rambert, pelo Mino Teater, da Estónia, 'Arizona', de Juan Carlos Rubio, pela companhia mexicana Teatro de Babel, 'A reunificação das duas Coreias', de Joel Pommerat, pela Gavella Drama, da Croácia, e as produções belgas 'O quarto de Isabela', de Jan Lauwers, pela Needcompany, e 'Philip Seymour Hoffman, por exemplo', de Rafael Spregelburd, pela Transquinquennal, são outras encenações candidatas ao regresso no próximo ano ao Festival de Almada.

Os restantes seis espetáculos são 'A tecedura do caos', de Tânia Carvalho, com a Companhia Nacional de Bailado, 'A alegria', do italiano Pippo Delbono, 'A meio da noite', de Olga Roriz, coreografia de homenagem a Ingmar Bergman, no centenário do cineasta, 'A última estação', de Elmano Sancho, 'Dr. Nest', de Fabian Baumgarten, pelos alemães Familie Flöz, e 'Melo dramas de horror', por Nuno Vieira de Almeida e Manuela de Freitas, sobre a tradição poética alemã.

O vencedor do Espetáculo de Honra sucede ao melodrama burlesco 'Apre'/'Bigre', de Pierre Guillois, da companhia francesa Les Fils du Grand Résau, que abriu a edição deste ano, no passado dia 04.

Vinte e quatro produções, nove das quais portuguesas e 15 estrangeiras, 11 concertos de entrada livre e quatro espetáculos de rua fizeram a edição deste ano do Festival de Almada, que decorreu em vários espaços desta cidade e em salas de Lisboa.

Esta edição teve a programação 'possível', nas palavras de Rodrigo Francisco, diretor do Festival e da Companhia de Teatro de Almada, organizadora do certame, num ano de corte do apoio da Direção-Geral das Artes, atribuído em simultâneo ao festival e à companhia.

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