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Ataque ao WhatsApp afetou mais de 2,2 milhões de portugueses

A consultora Check Point Research disse hoje que, entre os ficheiros roubados ao WhatsApp num ataque, há mais de 2,2 milhões de registos portugueses "disponíveis para venda", referiu, num comunicado.

Ataque ao WhatsApp afetou mais de 2,2 milhões de portugueses

A empresa, especializada em cibersegurança a nível mundial, "analisou os ficheiros relacionados com os dados de utilizadores WhatsApp que se encontram à venda na Darknet, e revelou que a fuga contém 360 milhões de números de telefone de utilizadores do WhatsApp de 108 países".

De acordo com a consultora, "em Portugal mais de dois milhões e duzentos mil registos foram afetados", sendo que "nos últimos quatro dias, os ficheiros, que incluem códigos de marcação internacional e foram postos à venda pela primeira vez, estão agora a ser distribuídos livremente entre os 'hackers'".

De acordo com a Check Point Research, "embora a informação à venda seja apenas números de telefone ativos e não o conteúdo de quaisquer mensagens em si, esta é uma violação em grande escala de uma aplicação móvel utilizada por milhões de pessoas em todo o mundo", alertando que "uma consequência imediata da violação é o potencial de esses números serem utilizados como parte de ataques de 'phishing' personalizados através da própria aplicação".

"Apelamos a todos os utilizadores da WhatsApp para que sejam extra vigilantes em relação às mensagens que recebem e pratiquem extremo cuidado quando se trata de clicar em quaisquer ligações e mensagens partilhadas na aplicação", sublinhou.

De acordo com a consultora, "uma vez que os cibercriminosos tenham acesso a números de telefone que depois são vendidos, ataques como 'vishing' ou 'smshing' são suscetíveis de se seguir", explicando que o 'vishing' "é uma forma de ataque de engenharia social em que uma vítima é enganada a dar informações por telefone, enquanto o 'smshing' é conduzido através de SMS.".

"Com milhões de registos disponíveis para comprar, é altamente provável que estes tipos de ataques aumentem", referiu, indicando que "é também possível que os 'hackers' possam aceder a outros serviços 'online' utilizando o número de telefone, o que pode ter consequências mais prejudiciais".

A Check Point Research adiantou ainda que "encontrou um aumento nos ataques de 'phishing' por volta da época de férias, com um aumento de 17% nos e-mails maliciosos durante a Black Friday e a Cyber Monday".

Após a fuga de dados do WhatsApp, e dada a época do ano, a consultora deixou algumas recomendações de segurança.

"Certifique-se de que o remetente é de confiança", referiu, aconselhando os consumidores a "nunca clicar em ligações de remetentes desconhecidos", sendo que "se não tiver o número atribuído a um contacto conhecido e não conseguir verificar a sua identidade, bloquear imediatamente o número".

A Check Point Research indicou ainda que "se a ligação dentro de uma mensagem WhatsApp aparecer para se ligar a um serviço legítimo que deseja utilizar", o consumidor deve ir "diretamente para o website da empresa para procurar os produtos e efetuar transações".

"Não clique em quaisquer ligações suspeitas", apelou, salientando que, "se o URL na mensagem parecer suspeito, é provável que o seja" e pedindo para não encaminhar "essa mensagem para evitar a divulgação de ligações maliciosas a amigos e familiares".

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