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Lituânia alvo de ciberataque russo após bloqueio a Kaliningrado

O ataque foi, entretanto, reivindicado grupo de hackers russo Killnet, alegando que o mesmo se tratou de uma resposta face à decisão recente de Vilnius - que resultou no bloqueio do trânsito de mercadorias para o exclave russo de Kaliningrado.

Lituânia alvo de ciberataque russo após bloqueio a Kaliningrado

Instituições públicas e privadas da Lituânia foram atingidas recentemente por um ciberataque russo, conforme anunciou o Centro Nacional de Segurança Cibersegurança, esta segunda-feira, num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa desse mesmo país. O ataque foi, entretanto, reivindicado por um grupo de hackers russo.

“É muito provável que ataques de intensidade semelhante ou maior continuem nos próximos dias, especialmente nos setores de transporte, energia e financeiro”, referiu a entidade lituana, aqui citada pela agência Reuters.

O ataque terá afetado também redes seguras utilizadas por instituições estatais, de acordo com a mesma fonte.

O ataque foi já reivindicado grupo de hackers russo Killnet, alegando que o mesmo se tratou de uma resposta face à decisão recente de Vilnius - que resultou no bloqueio do trânsito de mercadorias para o enclave russo de Kaliningrado, na sequência das sanções impostas pela União Europeia.

"O ataque continuará até que a Lituânia levante o bloqueio", disse um porta-voz do grupo Killnet, em declarações à Reuters. "Demolimos 1652 recursos web. E isso foi só até agora", acrescentou a mesma fonte.

O ataque foi feito depois das autoridades lituanas terem proibido a circulação de mercadorias sancionadas pela União Europeia (como carvão, metais, materiais de construção e tecnologia avançada) através do seu território, como consequência da invasão russa sobre a Ucrânia.

Em causa está uma medida que afeta a única rota ferroviária que liga a Rússia continental a Kaliningrado, província situada entre a Polónia e a Lituânia. O governador de Kaliningrado estimou, na semana passada, que tal proibição poderia afetar até metade de todas as mercadorias que são trazidas para a região por via de caminhos-de-ferro.

Quanto a esta temática, a Lituânia garantiu apenas estar a aplicar as sanções impostas conjuntamente pelo bloco europeu à Rússia. O ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Gabrielius Landsbergis, disse aos repórteres que isto "não é algo que a Lituânia está a fazer" e que são apenas "as sanções europeias que começaram a funcionar a partir de 17 de junho".

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, confirmou esta posição. "A Lituânia não adotou quaisquer restrições unilaterais ou nacionais. Não é verdade. Aplica sanções da UE", insistiu Borrell, a propósito desta temática.

Leia Também: Ucrânia. Rússia responsabiliza EUA por bloqueio lituano a Kaliningrado

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