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OE2022: Governo pretende promover exploração das tecnologias 'Cloud' e 5G

O Governo pretende promover a exploração de tecnologias emergentes como a 'Cloud', esperando no próximo ano celebrar os primeiros acordos-quadro para facilitar a sua adoção pelas entidades públicas e identificar oportunidades de inovação assentes no 5G.

OE2022: Governo pretende promover exploração das tecnologias 'Cloud' e 5G

Esta informação consta, no âmbito do aprofundamento da transformação digital na Administração Pública, da proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) entregue pelo ministro das Finanças no parlamento na segunda-feira à noite.

"Será ainda promovida a exploração de tecnologias emergentes como a 'Cloud' [armazenamento na nuvem] e o 5G", lê-se no documento.

Relativamente à 'Cloud', "prevê-se para 2022 a celebração dos primeiros acordos-quadro que facilitarão a adoção desta tecnologia pelas entidades públicas".

Já no que respeita ao 5G, cuja licitação principal do leilão dura há 189 dias e quase nove meses, o Governo refere que "serão identificadas oportunidades de inovação com recurso a esta tecnologia e a outras por esta viabilizada", como por exemplo Internet of Things (IoT ou Internet das Coisas, em português), inteligência artificial (IA), entre outros, "com vista à inovação na prestação de serviços públicos (cerca de 40 milhões de euros em 2022)".

O executivo refere que a crise resultante da pandemia de covid-19 "testou a capacidade de resposta dos serviços públicos e precipitou a oferta de novos serviços digitais e o necessário robustecimento das respetivas infraestruturas, tendo demonstrado de forma muito evidente as oportunidades e desafios da transição digital".

Nesse sentido, a Administração Pública "deve assumir-se como impulsionadora da transição digital, quer pela emergência de se adotar este tipo de soluções como forma de providenciar serviços de forma inovadora, simples, integrada, inclusiva e cómoda a cidadãos e empresas, quer pelo potencial inesgotável de exploração de tecnologias emergentes que decorre da dimensão e multiplicidade de serviços, transações e geração e armazenamento de dados", defende o Governo.

Além disso, "importa garantir que este processo de transformação é feito com respeito pelos princípios da confiança, da transparência e da proteção da privacidade e dos dados e que os trabalhadores públicos estão capacitados para este paradigma".

Em linha com os documentos estratégicos do Governo nesta matéria, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) "permitirá acelerar de forma coordenada e coerente o processo de transição digital na Administração Pública, atuando em duas vertentes em simultâneo: por um lado, a evolução dos serviços públicos digitais e o robustecimento das infraestruturas tecnológicas que os suportam, com vista à simplificação da relação dos cidadãos com o Estado e, por outro, a aposta na capacitação dos trabalhadores em competências digitais".

Mais concretamente, serão promovidas iniciativas que irão permitir expandir e evoluir os canais transversais de atendimento (presencial, digital e telefónico), integrando-os com os respetivos serviços setoriais e garantindo uma experiência omnicanal uniforme, coerente e acessível de forma segura através de identidade eletrónica; renovar e modernizar as infraestruturas que suportam estes serviços e a respetiva reutilização de dados necessária à aplicação do princípio 'only-once' (Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública (iAP)); e promover a gestão coordenada do ecossistema de dados da Administração Pública "com segurança e transparência para todas as partes interessadas, que contribuirá para alargar o conjunto de dados disponíveis no renovado dados.gov.pt", adianta.

Estas iniciativas "deverão ter um custo de cerca de 15 milhões de euros em 2022".

No que respeita à formação, o PRR inclui um programa de capacitação digital com quatro subprogramas, com um custo de cerca de 28 milhões de euros, "esperando-se que possam beneficiar destes programas de formação na área digital mais de 60 mil trabalhadores" no próximo ano.

"Esta transformação profunda está também materializada na Estratégia para a Transformação Digital da Administração Pública 2021-2026, proposta pelo Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação na Administração Pública (CTIC) e já aprovada por Resolução do Conselho de Ministros, em 26 de agosto de 2021, assentando, portanto, em práticas e investimentos mais transversais e colaborativos, fundamentais para um Estado a uma só velocidade e que melhor serve cidadãos e empresas", recorda o Governo.

Leia Também: OE2022: Ministro entregou às 23h38 no Parlamento a proposta do Governo

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