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Instituto do Porto em projeto para promover inteligência artificial nas PME

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, integram um projeto europeu, financiado em 9,2 milhões de euros, que visa promover a adoção da inteligência artificial nas pequenas e médias empresas.

Instituto do Porto em projeto para promover inteligência artificial nas PME

Em declarações à Lusa, César Toscano, investigador do INESC TEC, explicou hoje que o projeto, intitulado AI REGIO, visa, entre outros objetivos, "fomentar a adoção de tecnologias de inteligência artificial por parte das pequenas e médias empresas (PME)".

"A tendência atual foca-se na indústria 5.0, que é o enriquecimento da tecnologia que atualmente está nas empresascom inteligência artificial. A partir dos dados que cada vez mais conseguimos recolher de um ambiente de fábrica, podemosfazer uso da inteligência artificial", referiu.

Financiado em 9,2 milhões de euros pelo programa Horizonte 2020 da União Europeia, o projeto será levado a cabo pelo iMan Norte Hub, uma rede de inovação digital lançada em 2018 e focada nos setores da metalomecânica, têxtil, calçado, automóvel, agroalimentar e florestal.

Enquanto cofundador e coordenador desta rede nacional, o instituto do Porto enriquecerá, no âmbito do AI REGIO, o seu demonstrador de tecnologia, nomeadamente,o iiLab - Laboratório de Indústria e Inovação.

A instalação de inteligência artificial em demonstradoresjá existentes no iiLabé uma das 30 experiências-piloto que serão desenvolvidas no âmbito deste projeto, que arrancou em outubro e cuja duração é de três anos.

"O projeto visa dotar estes centros de conhecimento regional de inteligência artificial no sentido de enriquecerem os seus demonstradores e as suas tecnologias", afirmou César Toscano, acrescentando que esta é uma aposta da Comissão Europeia para "combater a descentralização" dos países asiáticos.

Outro dos objetivos do projeto, que junta 36 parceiros de oito países, passa por aproximar estes centros digitais de inovação e promover "uma cooperação mais estreita entre as diferentes regiões europeias" para que as inovações desenvolvidas possam ser difundidas em vários países.

"A Comissão Europeia percebeu que se estas redes continuassem a seguir apenas o modelo regional se perdiauma oportunidade de criar relações mais formais a nível europeu", afirmou o investigador, acrescentando que o projeto vem assim "eliminar uma lacuna".

"O projeto junta 18 regiões semelhantes à região Nortee o que se pretende é que estes centros consigam interatuar entre si, de modo a que as soluções de outros parceiros possam servir interesses locais de cada região", explicou o investigador.

Além de fomentar a adoção de tecnologias de inteligência artificial e promover a colaboração entre os diferentes centros de inovação, o projeto vai também orientar os centros para melhorarem a sua comunicação com as pequenas e médias empresas.

"Existe uma discrepância entre os centros enquanto promotores da adoção de tecnologia e os investigadores que estão nos centros. Muitas das vezes os investigadores não conseguem passar a mensagem para as empresas e é fundamental que tenham essa vocação", defendeu.

Em Portugal,o projeto envolve ainda a UNPARELLELInnovation, uma empresa tecnológicaque vaiorganizare estruturara informação relativa aos resultados do projeto, como as experiências-piloto e as soluções tecnológicas desenvolvidas.

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