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Suspeita de campanha russa na divulgação de documentos no Reino Unido

A rede social Reddit anunciou ter concluído que utilizadores russos estiveram na origem da divulgação de documentos confidenciais do governo britânico sobre as negociações comerciais do 'Brexit'.

Suspeita de campanha russa na divulgação de documentos no Reino Unido
Notícias ao Minuto

20:41 - 07/12/19 por Lusa

Tech Brexit

O Reddit anunciou, num comunicado citado pela Associated Press, que baniu um 'subreddit' e 61 contas, suspeitas de violação das políticas da rede contra a manipulação de votos.

A empresa esclareceu que as contas suspeitas partilhavam o mesmo padrão de atividades de uma campanha russa naquela plataforma, batizada "Secondary Infektion", que foi descoberta no início deste ano.

O Reddit decidiu investigar depois de os documentos terem sido tornados públicos durante a campanha das eleições legislativas da próxima quinta-feira no Reino Unido.

A rede social acredita que os documentos foram divulgados como "parte de uma campanha que foi descrita como tendo tido origem na Rússia". "Conseguimos confirmar que [as duas campanhas] mostravam de facto um padrão de coordenação", refere a Reddit no comunicado.

O governo britânico não contestou a autenticidade dos documentos.

O principal partido da oposição do Reino Unido defendeu que os documentos provam que Partido Conservador, do primeiro-ministro Boris Johnson, está a tentar chegar a um acordo com os Estados Unidos para depois do 'Brexit', que aumentaria o custo dos medicamentos e colocaria em risco o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês).

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, afirmou que as 451 páginas de documentos, que abrangem seis rondas de conversações preliminares entre negociadores dos Estados Unidos e do Reino Unido, provam que Boris Johnson estava a planear colocar o SNS "à venda" nas negociações comerciais.

Boris Johnson, que não era primeiro-ministro na maior parte do período de dois anos em que as negociações aconteceram, rejeitou a acusação de Jeremy Corbyn.

O Reino Unido deverá abandonar a União Europeia em 31 de janeiro de 2020.

As eleições de quinta-feira foram antecipadas para tentar romper o impasse político relativo ao 'Brexit', determinado num referendo em 2016, quando 52% dos eleitores britânicos votaram a favor da saída da UE.

Sondagens, analistas e casas de apostas preveem uma vitória confortável do Partido Conservador de Boris Johnson nas eleições, mas a falta de uma maioria absoluta pode influenciar o futuro do 'Brexit'.

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