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Líder da CDU denuncia lucros "escandalosos" da EDP

O secretário-geral do PCP considerou hoje "escandalosos" os lucros da EDP, que anunciou resultados líquidos de 952 milhões de euros em 2023, depois de já ter visado esta semana o Millennium BCP pela mesma razão.

Líder da CDU denuncia lucros "escandalosos" da EDP
Notícias ao Minuto

00:10 - 01/03/24 por Lusa

Política Eleições

"Olhe-se para os lucros escandalosos desses grandes grupos económicos. Ontem foi o BCP, hoje a EDP. Isto está a loucura, parece o 'Preço Certo'", afirmou Paulo Raimundo, que provocou gargalhadas nos cerca de 250 apoiantes num comício esta noite em Sacavém, no concelho de Loures, e realçou: "Estão a pôr nos bolsos uma parte demasiado grande da riqueza que é criada".

A EDP fechou 2023 com resultados líquidos de 952 milhões de euros, um crescimento homólogo de 40%, contando, entre outras coisas, com "a recuperação da produção hídrica em Portugal", anunciou a elétrica em comunicado ao mercado.

"Nós a trabalhar e estes senhores a concentrarem nos seus bolsos a riqueza que é criada por todos nós", reforçou, antes de reiterar nova exigência de aumento dos salários para os trabalhadores.

No entanto, a empresa de energia não foi a única a ser criticada pelo líder da CDU, que reiterou as críticas aos grandes grupos económicos e ao Partido Socialista (PS), especialmente no setor da saúde, onde denunciou a entrega de dinheiro do Orçamento do Estado ao "negócio da doença".

"Sempre com o Serviço Nacional de Saúde na lapela, o PS tem grande responsabilidade pelos encerramentos que temos visto no país fora. E recusou a construção de hospitais e centros de saúde. Até se gabam de serem os pais das PPP na saúde, as mães das filas de espera, são os tios dos milhares sem médico de família e são, tal como o PSD, o CDS, o Chega e a IL, os afilhados dos interesses dos grupos Mello, Luz Saúde, Lusíadas", atirou.

Para o líder comunista, os "grupos económicos não estão interessados no desenvolvimento do país", contrapondo com o interesse em "acumular os lucros e sacar o mais possível da riqueza nacional".

Denunciou ainda a degradação das carreiras e das condições de trabalho dos profissionais de saúde nos últimos anos, sem deixar, porém, de enaltecer a "dedicação extraordinária" de médicos, enfermeiros e técnicos. "É uma grande arma que temos na mão: o povo unido para salvar o SNS", declarou.

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