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Professores? "Nós propomos a recuperação integral do tempo de serviço"

Montenegro acusou ainda o PS de prometer a professores o que não fez no Governo.

Professores? "Nós propomos a recuperação integral do tempo de serviço"
Notícias ao Minuto

19:39 - 10/02/24 por Daniela Carrilho com Lusa

Política Montenegro

O líder da Aliança Democrática (AD), Luís Montenegro, afirmou, este sábado, que o partido quer "construir um país mais rico" que "dá mais oportunidades", destacando, entre outras questões, a falta de estabilidade da escola pública.

"Nós estamos aqui para construir um país mais rico, para construir um país que dá mais oportunidade aos seus filhos. Temos, não só a esperança, mas a confiança, a ambição de que há muito potencial na nossa sociedade", começa assim Montenegro o seu discurso num comício do partido, que decorre em Penafiel, horas antes de se defrontar com Paulo Raimundo, do PCP, num debate televisivo na noite deste sábado.

O presidente do PSD criticou o líder do PS, Pedro Nuno Santos, por prometer agora aos professores, a um mês das eleições legislativas, que irá fazer tudo diferente do que fez quando estava no Governo.

"Faz sentido acreditar naqueles que, quando tiveram o instrumento na mão, não o utilizaram para resolver o assunto e agora, em cima da eleições, vêm dizer quer vão fazer tudo diferente daquilo que prometeram lá trás", questionou o líder social-democrata.

Luís Montenegro discursava durante uma ação de pré-campanha para a eleições legislativas de 10 de março da Aliança Democrática (AD), realizada no pavilhão de exposições de Penafiel, no distrito do Porto, onde também esteve presente o líder do CDS-PP, Nuno Melo.

Luís Montenegro falava a propósito da recuperação do tempo de serviço dos professores, que faz parte do programa da AD, e que os socialistas prometem agora concretizar se forem de novo Governo.

"Outros há que tiveram oito anos na mão a esferográfica para poderem assinar o diploma que iria conferir essa recuperação, não o fizeram, disseram que não havia condições e, agora que há eleições, já há condições, já há uma resposta, já tudo é mais fácil", salientou.

Elencando os vários problemas do país - a saúde, a situação "gravíssima" da habitação e os rendimentos dos portugueses - o social-democrata destaca que o "estado de espírito só pode ser de frustração".

"Que sociedade estamos a construir se os nossos filhos não têm na escola pública a garantia de que vão conseguir uma oportunidade? Se não vão para a escola com a garantia de ter professor ou vão ter a aprendizagem perdida lá atrás recuperada? Por isso, nós propomos valorizar a carreira dos professores e a recuperação integral do seu tempo de serviço", evidencia Montenegro, acrescentando que é uma forma de "atrair mais docentes para a escola pública e dar resposta aos alunos".

Montenegro afirma que "para haver qualidade tem de haver exigência" e que, apesar da pandemia ter trazido "uma diminuição dos resultados [escolares]", a "diminuição portuguesa superou a média da OCDE", o que significa que "não fomos capazes na nossa escola pública de dar a resposta que o momento e as circunstâncias necessitavam".

Segundo o líder da AD, "pela primeira vez em muitos anos, a taxa de abandono escolar precoce aumentou em Portugal", depois de muitos anos com uma tendência decrescente.

"É preciso investir na escola pública, nos professores e nos alunos. Dar-lhes efetiva igualdade de oportunidades. A sociedade só é justa e só vai ser próspera se garantir na escola igualdade de oportunidades para todos", afirmou, concluindo que a AD quer garantir também o "acesso universal e gratuito às creches e ao pré-escolar".

O líder do PSD prometeu ainda, se a AD vencer as eleições, valorizar a carreira dos professores, dando-lhes também condições de trabalho, tirando-lhes burocracia e dando-lhes autoridade, para "atrair mais docentes para a escola pública e para dar resposta aos alunos".

Para o presidente do PSD, "essa tirada de que [os socialistas] são fazedores, de que são muito dinâmicos, é só conversa, porque, quando era preciso essa capacidade de ação, ficaram calados".

Em registo de campanha eleitoral, o líder social-democrata questionou também o secretário-geral do PS se "está assim tão arrependido de ter feito parte dos últimos governos e se está assim a considerar tão mau o desempenho do seu antecessor como secretário-geral do PS".

Luís Montenegro prometeu que a Aliança Democrática está a trabalhar para "construir um país mais rico, que dá mais oportunidades aos seus filhos".

"Não temos de estar resignados a empobrecer, face a um Estado que asfixia a sociedade, a vida das pessoas, e lhes tira grande parte dos seus rendimentos e lhes entrega serviços com pouca qualidade".

Os portugueses, acrescentou, são capazes de fazer "muito mais do que o que foi feito nos últimos anos", considerando que os impostos estão a ser um bloqueio à criação de riqueza.

"Quase metade daquilo que as pessoas produzem com o seu trabalho vai para o Estado. Isso não incentiva o trabalho, não incentiva à produtividade", considerou, sinalizando que a prioridade da AD será baixar impostos, porque isso é "olhar para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento do país".

"Este novo contrato social vai restabelecer a confiança dos cidadãos nos serviços públicos", argumentou, destacando que investir nos professores e nos alunos garantirá na escola pública "igualdade de oportunidade a todos".

Luís Montenegro falou também da frustração dos portugueses com os poderes públicos, por não darem resposta às suas expectativas.

"Nós não vamos poder resolver tudo, mas há muitos problemas que vão ser resolvidos", disse, prometendo um programa de emergência na saúde, para melhorar a medicina familiar, diminuir as listas de espera nas consultas e cirurgias e melhorar um serviço de urgência que não responde ao essencial.

[Notícia atualizada às 21h30]

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