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Madeira. JPP defende "pacto de regime" para baixar preço da habitação

O cabeça de lista do JPP às legislativas da Madeira, Élvio Sousa, defendeu hoje um "pacto de regime" entre o Governo Regional e as autarquias para colocar habitação no mercado a preços acessíveis, evitando que mais madeirenses caiam na pobreza.

Madeira. JPP defende "pacto de regime" para baixar preço da habitação
Notícias ao Minuto

13:17 - 16/09/23 por Lusa

Política Eleições/Madeira

"Atacar a habitação é colocar oferta pública no mercado dentro de dois anos, mas é o próprio Governo e as câmaras a construir. O Governo deve fazer protocolos abertos, livres, com todos os municípios e fazerem um pacto de regime", disse, acrescentando que, caso contrário, "os madeirenses ou vão ganhar para ir ao supermercado, ou vão ganhar para arranjar um sítio para viver".

Élvio Sousa falava após uma arruada da candidatura do Juntos Pelo Povo (JPP) às regionais de 24 de setembro, na cidade de Machico, na zona leste da ilha, onde os candidatos contactaram com populares, comerciantes e taxistas, enquanto distribuíam esferográficas e panfletos.

"É importante não empobrecer a classe média, porque, infelizmente eu temo, dado o preço a que estão as habitações, isso vai arrastar mais madeirenses para a pobreza", disse, lembrando que, para além do preço das casas, os cidadãos da região autónoma enfrentam também custos elevados nos transportes aéreos e pagam taxas de IVA mais altas do que nos Açores.

O cabeça de lista, que é também líder do JPP e deputado no parlamento regional, realçou que o "Governo Regional e as entidades públicas falharam na habitação e negligenciaram a disponibilidade de oferta de casa para cidadãos da classe média", empurrando os madeirenses para as periferias das cidades.

"Esta situação tem de ser invertida", declarou, para logo acrescentar: "A solução está em haver mais oferta pública, mas a preços reduzidos, haver mais habitação cooperativa, haver créditos bonificados e apoio às rendas".

As legislativas da Madeira decorrem em 24 de setembro, com 13 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único.

PTP, JPP, BE, PS, Chega, RIR, MPT, ADN, PSD/CDS-PP (coligação Somos Madeira), PAN, Livre, CDU (PCP/PEV) e IL são as forças políticas que se apresentam a votos.

Nas anteriores regionais, em 2019, os sociais-democratas elegeram 21 deputados, perdendo pela primeira vez a maioria absoluta que detinham desde 1976, e formaram um governo de coligação com o CDS-PP (três deputados). O PS alcançou 19 mandatos, o JPP três e a CDU um.

O JPP, que tem na sua génese um movimento de cidadãos, concorreu pela primeira vez a legislativas regionais em 2015, nas quais elegeu cinco deputados e foi considerado a surpresa do sufrágio, mas em 2019 perdeu dois representantes.

Leia Também: Madeira. Candidato da IL quer ser o líder da oposição na região

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