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O desespero, o asilo e a incerteza. As reações ao discurso de Putin cá

Várias figuras políticas reagiram aos acontecimentos de um dia marcado pelo anúncio do presidente russo de uma mobilização parcial de cidadãos para a guerra.

O desespero, o asilo e a incerteza. As reações ao discurso de Putin cá

A comunicação do presidente da Rússia ao país, esta quarta-feira, num discurso onde anunciou uma mobilização parcial de cidadãos na reserva para reforçar os contingentes destacados na Ucrânia, mas também onde ameaçou o Ocidente com "todos os meios", mereceu condenação da larga maioria dos líderes ocidentais.

Também por cá, algumas figuras de vários quadrantes políticos foram reagindo ao discurso de Putin e aos acontecimentos que se seguiram, num dia em que decorre a 77.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que acabou, inevitavelmente, por ficar marcada por aquele comunicado.

O eurodeputado Paulo Rangel recorreu ao Twitter para opinar que o discurso do presidente russo "revela desespero e prenuncia uma escalada no conflito ucraniano".

"O apoio aos referendos-fantoche, a mobilização dos reservistas e a ameaça nuclear não auguram nada de bom. O apoio à Ucrânia continua a ser a prioridade", acrescentou.

Numa altura em que também a comunicação social deu conta de que os voos só de ida para fora da Rússia esgotaram rapidamente esta quarta-feira, depois Vladimir Putin ordenar a convocação imediata de 300 mil reservistas, a socialista Ana Gomes escreveu nas redes sociais que "é hora de dar asilo aos russos que fogem".

Mais tarde, no discurso que fez na Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente dos Estados Unidos acusou a Rússia de "violar descaradamente" os valores da ONU com "a guerra brutal e desnecessária" na Ucrânia e condenou a "ameaça nuclear sobre a Europa".

A esse propósito, Rui Rio, antigo líder do PSD, escolheu elogiar o discurso de Biden, que classificou como uma "excelente intervenção".

"Afirmou valores e princípios e explicou bem a sua razão de ser, relembrando os que no passado conseguiram reconciliar nações, numa situação bem mais complexa do que a atual. Haverá, hoje, grandeza e dimensão humana para tal?", questionou numa publicação feita na rede social Twitter.

Já depois do cair da noite, com protestos a ocorrer em várias cidades russas contra a mobilização anunciada por Putin (e mais de mil detidos em todo o país), Rui Tavares, deputado do Livre, partilhou um dos muitos vídeos que circulam nas redes sociais dessa opressão aos protestos.

"Os protestos não foram suficientes para deter o início da guerra, mas seria bom que não viessem tarde para trazer o fim do poder de Putin", escreveu.

O economista e ex-secretário de Estado do Tesouro António Nogueira Leite partilhou um desses vídeos e ironizou: "Tanto camarada na Amadora ou no Seixal disponível…. Estes jovens russos não merecem a mãe pátria que lhes calhou".

Hoje, numa comunicação ao país, o Presidente da Federação Russa anunciou a mobilização de reservistas, referendos para a anexação de territórios ucranianos e prometeu recorrer a "todos os meios ao seu dispor para proteger" o país, numa alusão ao armamento nuclear, acrescentando: "Isto não é 'bluff'".

Leia Também: Rússia. Ministro da Defesa diz que serão mobilizados 300 mil reservistas

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