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"Povo não vota em quem grita mais", mas em quem faz oposição fiável

O presidente do PSD defendeu hoje que "o povo não vota em quem grita mais", mas em que faz uma oposição mais fiável e tem "comportamento coincidente" com o que se espera do primeiro-ministro.

"Povo não vota em quem grita mais", mas em quem faz oposição fiável
Notícias ao Minuto

00:16 - 15/10/21 por Lusa

Política Rui Rio

Na sua intervenção inicial perante o Conselho Nacional do partido, que está reunido desde cerca das 21:00 em Lisboa e que foi disponibilizada mais tarde aos jornalistas, Rio apontou cinco razões pelas quais entende que "a porta ficou mais aberta" para as legislativas de 2023 depois do "impulso positivo das autárquicas".

"Se não tivermos juízo, podemos destruir este momento", avisou, contudo, ainda antes de o Conselho Nacional 'chumbar' a proposta da direção para que se suspendesse a marcação do calendário eleitoral interno para depois do Orçamento do Estado.

Entre essas razões, apontou o "recentramento" que esta direção trouxe ao PSD, e a "fiabilidade da estratégia da oposição".

"O povo não vota em quem grita mais contra o Governo que está, o povo vota em quem é fiável, em quem sente que pode confiar, em quem se comporta de acordo com o que é lugar que disputa. Se o lugar é de primeiro-ministro, vota em alguém que tem comportamento coincidente com o que entende que deve ser o de primeiro-ministro", afirmou.

Rio avançou ainda que nas eleições de 2023 o PSD terá "uma probabilidade muito maior" de vencer do que em 2019, dizendo que nessa altura os portugueses verificaram que "o PS entrou, mas a troika não voltou".

Finalmente, o líder do PSD apontou o desgaste do Governo, reiterando que "as eleições perdem-se primeiro, depois ganham-se".

"O PS já está em condições de as perder, temos agora de saber nós ganhar o que está ao nosso alcance poder ganhar", afirmou.

No seu discurso inicial, Rio propôs ainda uma reflexão ao partido se as eleições diretas no PSD, que se realizam de dois em dois anos, não deveriam ser mais espaçadas.

Pela contabilidade do líder do PSD, nestes últimos quatro anos, entre eleições internas e externas, houve um sufrágio de cinco em cinco meses.

"Um ato eleitoral de cinco em cinco em cinco meses realmente é de mais", afirmou.

Leia Também: PSD rejeita proposta de Rio de suspender calendário eleitoral até ao OE

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