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"Não me estou a sentir mal como independente, tem vantagens"

O antigo primeiro-ministro concorre nestas autárquicas à Câmara da Figueira da Foz. Santana Lopes recordou quando esteve, durante um mandato, à frente da autarquia, garantindo que não levou "a mal" não ter recebido o apoio do PSD.

"Não me estou a sentir mal como independente, tem vantagens"

Pedro Santana Lopes, de 65 anos, candidata-se mais uma vez à Câmara da Figueira da Foz, sendo que, nestas autárquicas, o antigo dirigente social-democrata e antigo primeiro-ministro vai às urnas na qualidade de independente. 

Santana Lopes, que esteve à frente da Figueira entre 1997 e 2001, adiantou, em entrevista ontem à noite, à SIC Notícias, que o seu objetivo é fazer agora três mandatos na autarquia.

"É para igualar o Presidente da República: Ele está com 70 e poucos, mais este mandato faz 77. Eu tenho 65, mais 12 dá 77. Deus nos dê vida e saúde", apontou. 

Sublinhando que "foi muito feliz" na Figueira, o ex-líder do Aliança lembrou o que o levou a abandonar o município no início dos anos 2000. 

"Saí de lá porque me deram uma guia de marcha - na altura, Durão Barroso era o presidente do partido, não o estou a culpar - para ser candidato em Lisboa. Na altura chorei lágrimas, tive pena. Tinha um segundo mandato para fazer e queria fazê-lo", recordou. 

Sobre o futuro, Santana Lopes destacou que o lema da sua campanha é 'Figueira a primeira', referindo que o seu objetivo é colocar o município "no mapa" e "à frente". Quanto à divida que deixou quando esteve à frente da Câmara, o candidato classificou-a de uma "dívida boa". 

“A dívida foi dívida boa. Quando é feita em obras que dão para várias gerações”, afirma, acrescentando que investiu em saneamento no concelho todo, construiu piscinas nas freguesias, adquiriu monumentos históricos e fez o Centro de Artes e Espetáculos (CAE). (...) Se não tivesse feito isso naquele mandato, os figueirenses, em todas estas áreas, provavelmente ainda estariam à espera de um dia porque os senhores das cidades tinham e eles não tinham direito a ter. Vou governar, como fiz da outra vez, para o concelho todo", garantiu.

Pela primeira vez a concorrer às urnas como independente, Santana Lopes fez um balanço positivo do início da sua candidatura. 

"É uma sensação nova. Permite com mais facilidade juntar mais pessoas de diferentes quadrantes políticos. Tenho-o sentido no terreno com pessoas de diferentes orientações políticas a apoiarem a candidatura. Acho que está a correr bem. Não me estou a sentir mal como independente, pelo contrário, em termos de liberdade tem muitas vantagens confesso", admitiu. 

Quanto ao facto de não ter tido o apoio do PSD, o antigo social-democrata esclareceu que não ficou "sentido" com o partido liderado por Rui Rio. 

"Não levo a mal nem quero mal nenhum ao PSD, não concorro nem contra o PS, nem contra o PSD. Só quero ganhar as eleições por causa daquilo que a Figueira precisa", rematou. 

Leia Também: Santana Lopes quer três mandatos para uma Figueira da Foz "liderante"

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