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PSD responsabiliza Basílio Horta pelo atraso do novo hospital de Sintra

Os vereadores do PSD da Câmara de Sintra, Marco Almeida e Andreia Bernardo, criticaram hoje o presidente do município pela gestão do processo de construção do novo Hospital de Proximidade, que está novamente em fase de adjudicação.

PSD responsabiliza Basílio Horta pelo atraso do novo hospital de Sintra
Notícias ao Minuto

17:08 - 08/04/21 por Lusa

Política PSD

Em comunicado, os vereadores sociais-democratas acusam o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (PS), de não ter partilhado o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), peça tida como fundamental para a revisão do preço de construção do novo hospital para 50 milhões euros.

"Para este novo concurso agora lançado, com um valor superior, agora de 50 milhões de euros, a Câmara de Sintra socorreu-se do LNEC para a aquisição de serviços destinados ao estabelecimento de um preço base do procedimento concursal da empreitada de construção", recordam os vereadores, lamentando que "embora tenha sido este o documento que orientou o presidente a subscrever a proposta de 50 milhões de euros, este não tenha sido também partilhado com os vereadores".

Marco Almeida e Andreia Bernardo dizem que foi esse o motivo principal para se terem abstido na votação da proposta relativa ao lançamento do novo concurso para a construção do Hospital de Proximidade de Sintra, mas apontam também falha nos prazos e o aumento de custos como responsabilidade do atual líder da autarquia.

"A verdade dos factos é que depois ter sido lançado um primeiro concurso internacional para a sua construção pelo valor de 40 milhões de euros, a proposta de menor valor recebida foi de cerca de 45 milhões de euros. Prometido durante a campanha eleitoral de 2017, continuamos sem saber quando será construído o hospital e o seu custo inicial de 30 milhões de euros, passou, por agora, para 50 milhões", sublinham os vereadores sociais-democratas.

Na quarta-feira, a Câmara de Sintra aprovou o lançamento de um novo concurso internacional para a construção do novo hospital, num investimento de 50 milhões de euros, com o início das obras previsto para julho.

O novo concurso foi lançado depois de no processo anterior, no valor de 40 milhões, não ter aparecido qualquer proponente que cumprisse o valor estipulado.

À Lusa, fonte da Câmara de Sintra, no distrito de Lisboa, explicou que a necessidade de aumentar o valor em 10 milhões de euros se justifica pelo "aumento dos preços do mercado, nomeadamente das matérias-primas", adiantando ainda que a adjudicação e o início da construção estão previstas para o mês de julho.

De acordo com a informação divulgada pela autarquia, depois da publicação em Diário da República, o que deverá acontecer nos próximos dias, as empresas de construção têm 30 dias para concorrer à obra, paga pela Câmara de Sintra, enquanto o Estado assume a aquisição e a instalação do equipamento, orçamentadas em 22 milhões de euros.

O novo hospital de Sintra será constituído por três unidades, ambulatório programado, serviço de urgência básica e unidade de convalescença. Terá 19 especialidades e capacidade para atender 60 mil urgências anualmente.

O ambulatório programado irá contemplar consultas externas e exames, unidade de saúde mental, medicina física e de reabilitação, central de colheitas, unidade de cirurgia de ambulatório e bloco de cirurgia de ambulatório.

Quanto às especialidades, a unidade de saúde contará com anestesiologia, cardiologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, cirurgia plástica e reconstrutiva e estética, gastrenterologia, medicina física e reabilitação, medicina interna, neurologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, patologia clínica, pediatria, pneumologia, psiquiatria, radiologia e urologia.

Em fevereiro, o presidente da Câmara de Sintra assumiu que o novo hospital não será uma realidade em 2021, considerando que a pandemia de covid-19 pode explicar o facto de todas as propostas apresentadas no primeiro concurso da obra excederem o valor base estipulado.

"Estipulámos um preço que, a ser adjudicado, seria o mais elevado em hospitais públicos, mas a verdade é que, mesmo assim, não houve concorrentes interessados pelo valor de 40 milhões [de euros]. O relatório do revisor do projeto sublinha que o preço foi fixado em plena pandemia e admite que o mercado tenha feito subir os preços, além de que a possibilidade de recebermos a falada 'bazuca europeia' pode ter levado as empresas nacionais de construção a rever e subir os preços", considerou.

Leia Também: Moçambique. PSD questiona se Governo abordou emergência humanitária no CE

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