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Vereadores do PSD defendem abertura do Hospital Compaixão

Os vereadores do PSD de Coimbra exortaram hoje o Governo a abrir o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, que está concluído e equipado há cerca de ano e meio, e a deixarem de lado questões ideológicas.

Vereadores do PSD defendem abertura do Hospital Compaixão
Notícias ao Minuto

13:07 - 19/01/21 por Lusa

Política Coimbra

Numa visita ao edifício, os sociais-democratas Paulo Leitão e Madalena Abreu lamentaram que a Fundação Assistência para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP), de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, tenha um "hospital pronto a abrir" e o Governo não assine os indispensáveis acordos para o seu funcionamento.

"Em Portugal, ainda se morre de ideologia, em que não se está a recorrer devidamente ao setor social e ao setor privado, como podia ser para dar resposta à pandemia da covid-19", disse Paulo Leitão, salientando a situação de rutura das unidades de saúde da região Centro.

O autarca, que é também deputado à Assembleia da República, salienta que "quem está a precisar de cuidados médicos urgentes não quer saber se o cuidado é prestado por uma entidade pública, do setor social ou privada".

"Quer é ser devidamente tratada e curada e não viver esta situação que estamos a viver em Portugal e, portanto, foi exatamente para alertar para esta situação que hoje aqui viemos, em plena crise, porque não se compreende como é que o Governo continua a pôr questões ideológicas à frente da saúde dos portugueses", sublinhou.

Para Madalena Abreu, "a saúde das pessoas é demasiado importante para [o Governo] estar preso a estes conceitos do que é privado, do que é o Estado, do que o Estado pode e o privado não pode".

Segundo a vereadora, "é como se fossem pessoas que não pudessem estar ao serviço dos outros e a saúde não pudesse estar ao serviço dos outros através destas instituições fantásticas que existem na área social, mesmo da parte dos privados".

O presidente da Fundação ADFP, Jaime Ramos, candidato à Câmara de Coimbra nas últimas eleições autárquicas pelo PSD, considera que o atual momento de crise pandémica "é uma oportunidade para que o Governo tenha uma política de defesa da saúde pública e do interesse das pessoas e abandone a politiquice sectária de não abrir um hospital só porque não gosta dos dirigentes".

"Essa oportunidade é um sobressalto que o primeiro-ministro tem de dar ao país para mostrar que tem uma política acima dos fanatismos ideológicos", disse o médico e dirigente da instituição.

Jaime Ramos considera que as 55 camas do Hospital Compaixão "podiam ser úteis para as pessoas e não estão a funcionar por causa desses fanatismos".

A unidade hospitalar tem uma área de construção de 4.225 metros quadrados, distribuída por três pisos e com capacidade para 55 camas, englobando um bloco operatório com duas salas de operações independentes.

Projetada para servir a zona do Pinhal Interior, está dotada de uma área de urgência, setor de consultas de ambulatório com especialidades médicas e de internamento, além dos serviços de imagiologia médica (TAC, RX e Ecografia) e de análises clínicas.

O Hospital Compaixão representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, suportados praticamente por aquela instituição sem fins lucrativos, que contou apenas com um apoio de 800 mil euros do município de Miranda do Corvo (ainda não totalmente liquidado).

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