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Costa pede unidade e defende que não é momento para luta político-partidária

O primeiro-ministro recusou-se hoje a responder às críticas das forças da oposição em relação à estratégia de combate à covid-19, contrapondo que este não é o momento para a "luta político-partidária" e que se exige unidade.

Costa pede unidade e defende que não é momento para luta político-partidária
Notícias ao Minuto

18:50 - 18/01/21 por Lusa

Política Covid-19

António Costa assumiu esta posição em conferência de imprensa, em São Bento, após ter anunciado um conjunto de "clarificações" a algumas normas há cinco dias decretadas pelo Governo relativas a restrições à circulação de pessoas., mas também um alargamento do âmbito de medidas combate à covid-19.

Confrontado com as críticas de partidos da oposição, designadamente o PSD, em relação à linha seguida pelo Governo para a prevenção do aumento da epidemia em Portugal, o primeiro-ministro respondeu que "não iria desgastar a energia dos portugueses no combate político-partidário".

"Este não é o momento do combate político-partidário, mas de unidade nacional para fazermos frente à pandemia. Este é um momento em que todos se têm de concentrar no essencial - e eu não me vou distrair daquilo que é o essencial e o meu dever", declarou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro manteve a tese de que, "até ao limite das forças", o Governo "tudo fará para perturbar o mínimo possível a vida dos portugueses, a vida das empresas e colocar em causa os postos de trabalho".

"Mas também não hesitaremos em adotar todas as medidas que as circunstâncias impuserem. Aquilo que fará depender a necessidade ou não de reforçar ainda mais o quadro [de restrições] é a forma como a pandemia evoluir. E a pandemia evoluirá na estrita medida do comportamento que cada um de nós tiver", sustentou.

Questionado sobre as críticas à estratégia do Governo de adotar uma "modelação" de medidas no combate à epidemia, em vez de seguir uma linha mais dura em termos preventivos, António Costa insistiu que o seu executivo "procura ter o equilíbrio devido entre encerrar o mínimo necessário e o estritamente necessário para que seja possível controlar a pandemia".

Mas também deixou um recado sobre os limites da ação do Governo em matéria de contenção da epidemia.

"Convém não esquecer que o Governo regulamenta aquilo que é um decreto do senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] autorizado pelo parlamento no quadro legal e constitucional em vigor. Portanto, é preciso cumprir a Constituição, respeitar a lei, respeitar o decreto presidencial no quadro da regulamentação possível", apontou.

Neste ponto, o primeiro-ministro advogou que "aquilo que importa não é aquilo que o Governo proíbe".

"O que importa e é decisivo é o que cada um de nós nos proibimos a nós próprios de fazer para protegermos a nossa saúde, a nossa vida, assim como a saúde e a vida de cada um dos que nos rodeiam", acrescentou.

Portugal contabilizou hoje 167 mortes, um novo máximo de óbitos em 24 horas relacionados com a covid-19, e 6.702 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela também que foram ultrapassados os cinco mil internamentos hospitalares por covid-19, estando 5.165 pessoas internadas, mais 276 do que no domingo, das quais 664 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 17.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 9.028 mortes associadas à covid-19 e 556.503 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 135.886 casos, mais 1.875 do que no domingo.

Leia Também: "Não é aceitável mantermos este nível de circulação", avisa António Costa

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