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"Derivas antidemocráticas" combatem-se "indo à raiz do problema"

O candidato presidencial João Ferreira defendeu hoje que "derivas antidemocráticas" como as que estão a surgir em Portugal se combatem "indo à raiz" do problema, com políticas que ajudem a resolver a insatisfação dos cidadãos.

"Derivas antidemocráticas" combatem-se "indo à raiz do problema"
Notícias ao Minuto

17:00 - 16/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

"São necessárias outras políticas para, corrigindo as razões da insatisfação, do descontentamento, da revolta de tantos cidadãos, defender, fortalecer, dessa forma, as raízes da democracia da sociedade portuguesa", defendeu.

Em declarações aos jornalistas em frente à sede do PCP em Lisboa, o candidato apoiado pela CDU sublinhou que não se podem "ignorar as razões" que estão por detrás da insatisfação dos portugueses, sentimento "que outros manipulam de forma oportunista".

Questionado pelos jornalistas acerca da possibilidade de André Ventura, candidato à Presidência da República e líder do Chega, ultrapassar o número total de votos dos candidatos de esquerda, João Ferreira rejeitou que tal cenário possa acontecer.

"Por muito que alguns procurem, a partir de protagonismo que dão a determinadas forças, fazer das profecias que anunciam profecias que se cumprem, isso não vai acontecer", sublinhou o eurodeputado.

Para João Ferreira, "é preciso resistir a armadilhas" que, sob a alegada justificação de "sinalizar um perigo", estão, na verdade, a contribuir "para as profecias que se auto concretizam".

"Esta é a candidatura que, podem crer, mais vai contar, pelo seu passado, pela sua história, pela tradição que assume pela luta pela liberdade e democracia mas, sobretudo, pelos caminhos que aponta para derrotar esse tipo de projetos é a força consequente que mais vai contar para defender a liberdade e a democracia", concluiu.

Antes de falar aos jornalistas, João Ferreira recebeu, numa ação simbólica, o apoio de 160 advogados à sua candidatura, cujo primeiro subscritor é João Correia, antigo secretário de Estado da Justiça do último governo de José Sócrates.

Durante a manhã, o candidato tinha participado numa sessão sobre emprego, direitos e desenvolvimento no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal em 24 de janeiro, a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Há sete candidatos: o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o deputado único do Chega, André Ventura, o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva (presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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