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João Ferreira defende CTT públicos e diz que PR deve estar atento

O candidato à Presidência da República João Ferreira defendeu hoje que o Estado deve recuperar o controlo dos CTT, considerando que o Presidente da República não deve "alhear-se" dessa situação e chamando a atenção para a degradação do serviço.

João Ferreira defende CTT públicos e diz que PR deve estar atento
Notícias ao Minuto

12:47 - 15/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

Falando aos jornalistas pós um encontro com trabalhadores dos CTT, em Coimbra, o candidato comunista afirmou que, apesar de o controlo público de empresas como os CTT não depender diretamente do Presidente da República, o chefe de Estado "não deve alhear-se" da situação.

"[O Presidente da República] Podia ter uma atenção, uma sensibilidade e uma intervenção diferente, nomeadamente, chamando a atenção para o facto de uma empresa que é estratégica para o país não estar a cumprir com critérios de qualidade de serviço como são exigidos, nomeadamente, neste caso, por um regulador", afirmou.

Lembrando que os correios prestam serviço há 500 anos, o candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV considerou que o regresso à esfera pública da empresa serviria, também, "para travar um caminho de degradação, uma autêntica corrida ao fundo" do seu funcionamento e do serviço que presta.

"As consequências que temos com a privatização dos CTT são o encerramento de balcões, inclusive em zonas do país onde cumprem uma função social muito importante, o despedimento de trabalhadores, mesmo quando há mais trabalho, como agora é o caso, a sobrecarga dos trabalhadores que ficam, que veem os seus horários aumentados e os seus rendimentos diminuídos e uma degradação da qualidade do serviço prestado às populações", resumiu.

Apelidando de "heróis" aqueles trabalhadores, tal como todos os outros que não podem deixar de trabalhar quando é "preciso que uma parte da população fique fechada em casa", o eurodeputado considerou que, durante a pandemia de covid-19, os Correios ganharam "uma importância maior do que já tinham".

No encontro com trabalhadores, João Ferreira ouviu várias queixas sobre os problemas com que estes se deparam diariamente na distribuição e, também, relativamente à degradação das suas condições de trabalho.

Segundo o funcionário António Pereira, a partir do momento da privatização, em 2013, "tem sido um descalabro autêntico" e um "ataque cerrado aos direitos dos trabalhadores e aos seus salários", relatou, considerando que só com uma empresa pública a empresa pode fazer "um serviço melhor".

"[A privatização] Não trouxe nada de bom, nem para trabalhadores nem para clientes", desabafou, apontando a falta de trabalhadores, atrasos de correspondência que podem ir até "um mês", o que não acontecia antes da privatização.

Também Rui Simões, carteiro desde 1989, considerou que o que se passa no CTT "é muito grave", com falta de trabalhadores, numa empresa que "só pensa em poupar" e não consegue garantir o serviço, prejudicando a população.

Depois do encontro com trabalhadores dos CTT, João Ferreira seguiu para um encontro com trabalhadores da Saúde, junto à portaria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena pandemia de Covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Leia Também: Tiago Mayan rejeita "tom e estilo" de campanha de "baixo nível"

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