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"Trump e Biden não são mesma coisa", mas há uma "continuidade"

O dirigente comunista Ângelo Alves considerou hoje positiva a derrota eleitoral do atual Presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, mas alertou para riscos da futura "tática" geopolítica norte-americana desenhada pelo democrata Joe Biden.

"Trump e Biden não são mesma coisa", mas há uma "continuidade"
Notícias ao Minuto

16:42 - 28/11/20 por Lusa

Política PCP/Congresso

"Trump e Biden não são a mesma coisa, mas, no plano da política externa, pelas declarações de alguns dos futuros responsáveis, há uma linha de continuidade relativamente àquilo que é a tradicional política externa norte-americana. Biden já disse querer reafirmar a liderança dos EUA no Mundo", disse à Lusa, à margem do XXI Congresso Nacional do PCP, em Loures.

O membro da comissão política do Comité Central comunista defendeu ser preciso "estar muito atento para que esta administração [Biden/Harris] não cometa os mesmos erros do passado que põem em causa da paz mundial".

"Não deixa de ser positivo que Trump não tenha sido reeleito, por aquilo que representou de acentuar o domínio do grande capital naquela sociedade e de alimentar um conjunto de forças profundamente racistas, xenófobas e fascistas" e o Partido Democrata pode efetivamente introduzir "alterações no plano interno", designadamente no "setor da saúde, que é gritante na sociedade norte-americana".

Segundo Ângelo Alves, "as classes dominantes dos EUA querem manter o seu domínio sobre um vasto conjunto de países".

"Quando Biden afirma que quer reforçar a liderança dos EUA e reforçar o eixo transatlântico, através da NATO, já vimos este filme: catástrofes desencadeadas por anteriores administrações norte-americanas democratas (intervenções militares na ex-Jugoslávia, Iraque, Afeganistão)", recordou.

Para os comunistas, "aquilo de que o Mundo precisa é que os EUA entendam que os povos e países têm direito ao seu desenvolvimento soberano, sem imposições agressões ou ingerências".

"O mundo precisa de um outro quadro de relações internacionais de cooperação em que todas as nações tenham os mesmos direitos, nomeadamente ao comércio em condições justas, aos desenvolvimento e progresso social", defendeu.

O dirigente do PCP lembrou que o seu partido concorda desde a primeira hora com "os princípios da Carta das Nações Unidas, que devem presidir ao sistema das relações internacionais: paz, direito ao desenvolvimento e progresso social de todas as nações, em condições de igualdade, e defesa de todos os direitos dos povos, incluindo os democráticos e de soberania".

Sobre o presidente norte-americano cessante, o responsável comunista sublinhou que "a chegada de Trump à Casa Branca resultou também de expectativas e esperanças muito altas criadas pela presidência [de Barack] Obama, muitas das quais que não foram concretizadas", algo que, concluiu, "abre sempre campo à extrema-direita e ao fascismo".

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