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Luz Saúde foi quem mais faturou com pandemia. "Rentismo" e "oportunismo"

Eurodeputado do Bloco de Esquerda critica lobby na saúde que, "nas horas de dificuldade, aproveita para extorquir o contribuinte até ao tutano".

Luz Saúde foi quem mais faturou com pandemia. "Rentismo" e "oportunismo"

O jornal Público analisou mais de 15 mil contratos públicos relativos à resposta à Covid-19 e concluiu que o grupo Luz Saúde foi quem mais faturou com a pandemia - 38 milhões. 

José Gusmão, eurodeputado do Bloco de Esquerda, comenta a notícia nas redes sociais sublinhando: "É isto a saúde privada: o rentismo e o oportunismo mais descarados com uma fina máscara empreendedora".

O bloquista acrescenta que "40% do Orçamento da Saúde é retirado ao SNS, deixando-o à mercê de um lobby que, nas horas de dificuldade, aproveita para extorquir o contribuinte até ao tutano"

A crítica surge numa altura marcada pela discussão que se seguiu ao apelo feito pelo bastonário e ex-bastonários da Ordem dos Médicos para que o Governo se coordene com o setor privado e social para dar resposta a todos os doentes numa altura de agravamento da pandemia.

Em resposta à carta aberta de Miguel Guimarães, Marta Temido afirmou, na última quarta-feira, que a colaboração com os privados já existe, sendo disso exemplo a área dos meios complementares de terapêutica e diagnóstico para a SARS-CoV-2. 

A ministra admitiu que se for necessário contratualizar algum serviço, o Estado avançará e que, aliás, não há nada de novo nisso. "Mas há alguma dúvida que se isso for necessário o Estado o fará?", questionou.

"Há preocupação, eu compreendo, mas também temos que ter todos a perceção que essa colaboração [com o setor privado] é desejável e existe, está planeada, programada, mas porque é que nos estão a empurrar?", questionou ainda, afirmando que o Estado tem optado por reforçar o SNS, tratando-se de "uma questão de escolhas" e não de "fatura". "Temos que falar franco e falar claro. O SNS poderá precisar do setor privado e do setor social. Estão cá para nos ajudar? Espero que sim. Esperamos não chegar a uma situação de necessidade desse tipo", rematou.

Um dia depois, quinta-feira, o Presidente da República revelou a existência de contactos para a colaboração do setor privado com o SNS com o objetivo de libertar camas de cuidados intensivos para doentes com Covid-19.

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