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OE? É como "ponte sem pilares": "Em qualquer momento aquilo desaba"

Manuela Ferreira Leite comentou na TVI24 o documento ontem apresentado pelo ministro das Finanças.

OE? É como "ponte sem pilares": "Em qualquer momento aquilo desaba"

O Orçamento do Estado para 2021, esta terça-feira apresentado pelo ministro das Finanças, foi um dos temas comentados por Manuela Ferreira Leite na TVI24. Num debate com Fernando Medina, presidente da Câmara Muncipal de Lisboa, a ex-líder do PSD disse que o documento aponta um crescimento "à custa do consumo" e ironizou: "É um bocadinho o mesmo que eu fazer uma ponte, mas não lhe pôr os pilares. É possível, mas não é sustentável. E como não é sustentável, em qualquer momento aquilo desaba"

No entender da social-democrata, há um "crescimento à custa de um aumento do consumo", ou seja, "o consumo levará ao crescimento das empresas e, portanto ao crescimento económico". 

Ferreira Leite reiterou que "lhe faltam os pilares" que refere serem "estruturar as empresas para que elas sejam competitivas". "Estamos num mundo global, é necessário que sejam competitivas". 

"Comentar o crescimento só pela via do consumo é fazer uma ponte e não lhe pôr os alicerces. Como, de resto, está à vista: Estávamos numa fase de crescimento e aconteceu algo que abanou a nossa Economia e desabou tudo. Não estávamos estruturados para que houvesse esse abalo no consumo", destacou. 

A ex-presidente do PSD concluiu opinando que "todo aquele modelo de crescimento que se baseia no aumento de consumo é uma situação de emergência que, em vez de durar meia dúzia de meses, para aguentar as empresas... não tem futuro".

"Não é possível haver um futuro em que se distribua só e não se crie riqueza", considerou, acrescentando que "a riqueza criada por via do consumo não é estruturante da atividade económica"

Recorde-se que, na apresentação do Orçamento do Estado, o ministro João Leão disse, várias vezes, que este é um documento "bom para Portugal" e reiterou que que o Governo não hesitará em proteger o rendimento das famílias e o emprego e que recusa a austeridade como resposta à crise.

Sobre o Novo Banco, um dos temas 'mais quentes' deste OE, o ministro das Finanças estimou em 200 milhões de euros o impacto nas contas públicas da injeção de capital do Fundo de Resolução no Novo Banco e adiantou que há bancos disponíveis para emprestarem dinheiro ao fundo.

O ministro das Finanças reafirmou ainda que no próximo ano haverá um aumento "bastante significativo" do salário mínimo nacionalmas sem indicar um valor concreto. Segundo João Leão, o aumento do salário mínimo terá impacto em cerca de 100 mil trabalhadores da administração pública.

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