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Convenção do Chega? "Tudo aquilo me pareceu meio teatro com meio seita"

A líder da bancada socialista comentou o encontro de militantes deste passado fim de semana no programa 'Circulatura do Quadrado', da TVI24.

Convenção do Chega? "Tudo aquilo me pareceu meio teatro com meio seita"

Ana Catarina Mendes, um dos membros do painel do programa 'Circulatura do Quadrado', falou, esta quarta-feira sobre o Chega e a convenção que ocorreu no passado fim de semana. Para a líder parlamentar do PS, o discurso do partido mostra "incapacidade de respeito pelas próprias instituições".

"Três coisas que me parecem essenciais nesta convenção do Chega: em primeiro lugar, há verdadeiramente o culto do líder e isso na história está explicado, esta necessidade... Tudo aquilo me pareceu meio teatro com meio seita", começou por afirmar a socialista no programa da TVI24

A deputada acrescentou, em seguida que "André Ventura puxa sempre pelo instinto mais básico ou mais primário das pessoas, seja na violência, seja no ódio, seja no discurso do medo". 

Em segundo lugar, Ana Catarina Mendes apontou "a vontade de mutilar por este ou aquele crime é uma vontade genuína que está inscrita nos princípios" do Chega, assinalando, contudo, que esta proposta foi retirada. "A castração física ou química, o facto de terem admitido a discussão, são coisas de uma brutalidade que passam todos os limites civilizacionais"

A líder parlamentar do PS considerou que esta linguagem "não é nova no mundo", frisando que "Trump faz isto em relação aos emigrantes, aos latino-americanos e às mulheres", "Bolsonaro faz exatamente o mesmo no Brasil, e Duterte também" na Filipinas.

"Julgo que nós não podemos silenciar nem ignorar um partido que é um partido que existe, que vai a eleições, que está a subir nas sondagens e que tem uma representação no Parlamento". E essa representação, "vai ao extremo": "A revisão Constitucional que apresenta é contra tudo o que é a nossa construção democrática dos últimos anos, desde a castração para determinados crimes, até à prisão perpétua, até aos trabalhos forçados... São coisas inimagináveis na nossa civilização e na nossa Democracia", enumerou. 

Por fim, a socialista referiu-se ao diploma que o Chega ontem apresentou. "Para quem anda a tentar fazer umas marchas a dizer que Portugal não é racista, é o primeiro a apresentar um projeto de lei a dizer que quem for primeiro-ministro ou membro do Governo tem de ter a nacionalidade portuguesa originária".

"O que acho que o discurso do Chega já ultrapassou é mesmo esta falta de educação e esta incapacidade de respeito pelas próprias instituições, porque um partido é para defender as suas opiniões mas não é para permanentemente insultar ou ter estas iniciativas que eu diria que são contra tudo o que uma civilização defende", terminou Ana Catarina Mendes.

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