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Esquerda contra "apagão" nas carreias militares, PSD quer trabalhar

BE, PCP e "Os Verdes" mostraram-se hoje contra o "apagão" nas progressões das carreiras das Forças Armadas, de segurança e outros corpos especiais da administração pública, e o PSD disponibilizou-se para trabalhar com o Governo, corrigindo congelamentos injustos.

Esquerda contra "apagão" nas carreias militares, PSD quer trabalhar

Em debate no parlamento esteve uma petição pública, um projeto de lei comunista e um projeto de resolução bloquista sobre o assunto para corrigir carreiras, cargos ou categorias em que a progressão depende do decurso de determinado período de prestação de serviço, como os dos militares, da Polícia Marítima e da Guarda Nacional Republicana.

"Para o grupo parlamentar do PSD esta é uma matéria que cabe ao Governo resolver. Deve ser tratada com especial cuidado. O grupo parlamentar do PSD está disponível para, em conjunto com Governo, trabalhar numa solução justa e meritória. Não pode ser tratado de forma igual o que é diferente e mais vale tarde do que nunca", afirmou a deputada social-democrata Olga Silvestre.

Antes, a socialista Cristina Jesus defendeu que o Governo minoritário do PS "comprometeu-se a fazer o descongelamento e cumpriu com o que prometeu", embora abarcando apenas dois anos, nove meses e 18 dias do total de nove anos, quatro meses e dois dias.

"O impacto financeiro nas contas publicas não se afigura sustentável. A solução do Governo é um ponto de equilíbrio possível entre a responsabilidade orçamental e a equidade com outras carreiras da administração publica", justificou.

O democrata-cristão João Gonçalves Pereira acusou os socialistas e seus parceiros de esquerda de criarem "uma expectativa de que o descongelamento fosse total" e enganarem os profissionais em questão.

"Uma injustiça. Um murro no estômago por parte do Governo", resumiu o bloquista João Vasconcelos, criticando o "apagão nas carreiras", face aos "muitos milhões para a banca agiota".

O comunista António Filipe, perante as dúvidas de PS e CDS-PP relativamente à viabilidade financeira da medida de reposição, afirmou que "os custos existiram e quem os pagou foram os trabalhadores, que tiveram de suportá-los integralmente e têm de ser ressarcidos", mesmo que de forma faseada.

"O decreto-lei de 2019 veio legalizar o verdadeiro 'apagão', uma gritante injustiça", concordou o deputado ecologista José Luís Ferreira.

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