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OE2019: Rui Rio não embarca em medidas populares na questão das reformas

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou hoje que, na questão das reformas antecipadas, não embarca em medidas populares que agradam agora às pessoas mas que são enganadoras no longo prazo.

OE2019: Rui Rio não embarca em medidas populares na questão das reformas
Notícias ao Minuto

17:06 - 18/10/18 por Lusa

Política PSD

"Eu não embarco mesmo em medidas populares que agradam às pessoas mas que são enganadoras às pessoas, não agora, mas no longo prazo", afirmou Rui Rio, à entrada de uma reunião com a distrital do PSD de Vila Real.

O líder do PSD foi instado pelos jornalistas a comentar a questão das reformas antecipadas e o anúncio do Governo de que a partir de outubro de 2019 a reforma antecipada fica acessível apenas a quem tiver 40 anos de desconto quando fizer 60 anos de idade.

Rui Rio disse que não pode dizer se concorda ou discorda porque ainda não percebeu "qual é a medida que o Governo quer".

"É uma confusão", frisou.

No entanto, salientou que a questão das reformas tem dois aspetos distintos, por um lado a questão da "sustentabilidade da Segurança Social, que é muito séria", e depois o facto de poder ser "uma proposta enganadora, que diz que dá aquilo que verdadeiramente não dá".

"Eu não embarco em medidas popularuchas. É sempre bom dizer que as pessoas se podem reformar mais cedo, com menos anos de trabalho, com menos penalizações, tudo isso é muito bom, só que depois, a longo prazo, pode ser mau para os próprios. Tem que se ver isso com sentido de responsabilidade", sublinhou.

Outra coisa diferente, acrescentou, "é o Governo ter prometido, ter induzido as pessoas em erro, dizendo que ia dar mais do que aquilo que verdadeiramente quer dar ou eventualmente pode dar".

"Uma coisa é o mérito da proposta em si e, estas propostas em matéria de Segurança Social, eu tenho sempre muito respeito porque estamos a falar do futuro das pessoas e às vezes estamos a degradar o futuro das pessoas para hoje podermos dar uma boa notícia", frisou.

Rui Rio deu o exemplo de uma pessoa reformar-se agora com um determinado valor e daqui por 10,15 ou 20 anos ainda estar com o mesmo valor, porque não houve folga para haver uma atualização.

"As pessoas querem isso? É que depois não há nada a fazer. Temos que ser muito responsáveis para não enganar as pessoas", frisou.

Rui Rio repetiu que a questão da Segurança Social é "muito séria".

"Nós, quando em matéria de Segurança Social damos um direito às pessoas (...) temos que saber o que estamos a fazer porque essa pessoa vai ficar indefesa lá à frente depois não pode fazer nada". "Portanto, nós temos que fazer isso pensando sempre no futuro das pessoas e não na simpatia imediata", concluiu.

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