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"Governo quis fazer política com o facto de não ter morrido ninguém"

Luís Marques Mendes teceu, em comentário na SIC, algumas críticas ao Governo na gestão política do incêndio em Monchique, no distrito de Faro.

"Governo quis fazer política com o facto de não ter morrido ninguém"
Notícias ao Minuto

21:50 - 12/08/18 por Anabela de Sousa Dantas 

Política Marques Mendes

Luís Marques Mendes considerou que “é impossível não fazer comparações” entre o incêndio de Monchique e os incêndios do ano passado, em Pedrogão Grande, uma vez que são situações “muito próximas”. Porém, há uma “diferença essencial”, refere. “Não houve nenhuma vítima mortal”.

Este é, aliás, o motivo que, no entender do comentador, deve servir para “saudar o Governo, a GNR e os bombeiros”, pedindo até às populações um pouco de reflexão neste campo, onde citou o primeiro-ministro, António Costa: “Uma casa pode ser reparada, mas uma pessoa que perde a vida esse é um dano irreparável”.

Não obstante, Marques Mendes critica a postura assumida pelos governantes no rescaldo das operações, quando viu tentativas de "embandeirar em arco", de "fazer uma festa", "quase reclamar vitória porque não houve perda de vida".

"É um exercício de saloiice política", considera justificando que "a primeira obrigação de qualquer autoridade é, justamente, salvar vidas".

Marques Mendes acredita que as reações do Governo não foram consentâneas com a realidade: "Ouvir o Governo dizer que isto foi uma grande vitória, quando Monchique foi o incêndio florestal maior da Europa este ano, quando o fogo andou de forma continuada durante dias sem conseguir ser controlado, dezenas de casa destruídas, milhares e milhares de hectares que foram consumidos pelo fogo...".

"O Governo, no fundo, quis fazer política com o facto de não ter morrido ninguém", diz.

Recorde-se que o incêndio rural na serra algarvia consumiu cerca de 27 mil hectares e resultou em 41 feridos, um deles grave. O fogo, que deflagrou no dia 3 de agosto, foi combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado na sexta-feira de manhã.

"O próximo Orçamento do Estado vai ser altamente eleitoralista"

No seu espaço de comentário da SIC, Marques Mendes abordou ainda a entrevista dada por António Costa ao semanário Expresso, definindo-a como uma "entrevista de campanha eleitoral". "Respira propaganda, campanha eleitoral", indicou, admitindo, porém, que se trata de uma "entrevista consistente" e um "bom trunfo".

Para o social-democrata, a "grande novidade" a retirar da entrevista dada pelo primeiro-ministro é "o próximo Orçamento do Estado (OE)". "O próximo Orçamento do Estado vai ser altamente eleitoralista", concluiu. 

Marques Mendes sublinhou que o OE vai servir o propósito de "ajudar o PS a ganhar eleições", citando as sugestões dadas por António Costa de "mais dinheiro para a Cultura, mais dinheiro para a Ciência", pastas onde existiram recentemente protestos, assim como, "um programa de incentivos fiscais para que os jovens que emigraram no tempo da troika", "investimento no Interior" e "várias medidas no domínio da Função Pública, o núcleo essencial do PS".

Paralelamente, de acordo com o comentador, o primeiro-ministro deixa "uma palavra para a Geringonça e para o PSD" no sentido de alcançar entendimento "para que eles possam viver na ilusão".

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