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"Julgamento vai separar as águas, quem é inocente e quem é culpado"

Tribunal decidiu esta segunda-feira que os 19 arguidos do caso Comandos irão a julgamento.

"Julgamento vai separar as águas, quem é inocente e quem é culpado"

O advogado da família de um dos recrutas que morreu durante o curso de Comandos, Hugo Abreu, disse esta segunda-feira que a decisão de todos os arguidos do caso irem a julgamento é uma decisão “justa” e que se “justificava”.

“É a decisão que vai permitir que, em julgamento, se separem as águas, quem é inocente, quem é culpado, qual a responsabilidade desta instituição neste quadro que causou a morte a estas pessoas”, afirmou Ricardo Sá Fernandes aos jornalistas.

O advogado sublinhou que os indícios recolhidos são muito fortes e que houve da parte do Ministério Público “um esforço enorme, uma uma recolha muito precisa, muito minuciosa, muito exaustiva, de depoimentos e documentos, de tudo aquilo que interessava para que estas pessoas fossem levadas a julgamento”.

Tal não quer dizer que haja responsabilidade coletiva, ressalvou Sá Fernandes, frisando que “vai ter de se apurar a responsabilidade individual de cada um”. “Isto não quer dizer que estas pessoas todas que vão a julgamento venham a ser condenadas ou sejam culpadas", frisou, defendendo que "este é um passo que se tinha que dar para que a gravidade enorme do que se passou neste curso de Comandos não passe sem o escrutínio público". 

Um escrutínio que, defendeu o advogado, tem que ser feito em julgamento, pelos juízes, mas também por "todos os que assistirem ao julgamento e verificarem aquilo que efetivamente é a prova que foi recolhida e que vai ser reproduzida". A defesa disse ainda que vai pedir uma indemnização aos arguidos e ao Estado de "centenas de milhares de euros". 

Por fim, Ricardo Sá Fernandes quis esclarecer que "o processo não é contra os Comandos, não é contra o Exército e não é contra as Forças Armadas". É, antes, "um processo para fazer justiça às vítimas e pela dignificação" dessas mesmas instituições. 

Dylan da Silva e Hugo Abreu, à data dos factos ambos com 20 anos, morreram enquanto vários outros instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados, na sequência de uma prova do 127.º Curso de Comandos, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, a 4 de setembro de 2016.

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