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Pedrógão Grande: Mercado imobiliário local sentiu impacto do incêndio

O incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande já está a atingir o mercado imobiliário do concelho, com o cancelamento de escrituras de compra e venda de imóveis.

Pedrógão Grande: Mercado imobiliário local sentiu impacto do incêndio
Notícias ao Minuto

18:52 - 23/06/17 por Lusa

País Casas

"Foram canceladas duas escrituras de compra e venda que já estavam marcadas e temos mais seis processos cancelados de intenções de compra com sinal já pago", disse hoje à agência Lusa o sócio-gerente da única imobiliária da vila, Fernando Fernandes.

Este responsável explicou que o grosso do mercado imobiliário no concelho diz respeito a estrangeiros que procuram acima de tudo imóveis rústicos.

"Normalmente, por ano, temos cerca de 50 processos de venda, o suficiente para ter a porta aberta. Só com o mercado nacional, não era suficiente para sobrevivermos", frisou.

Sublinha que está em risco de "ir por água abaixo" o trabalho de meio ano a um ano.

O proprietário da imobiliária "Esfera Real, Ldª" explica que a maioria dos estrangeiros vai para Pedrógão Grande uns anos antes da reforma e que "adquirem casas de férias, que acabam por se tornar de habitação permanente".

Já quanto ao futuro, diz que é uma incógnita, mas adianta que não acredita que seja "assim tão mau".

"O nome de Pedrógão Grande andou nas bocas do mundo pelas piores razões. Quem não conhece, tem medo", sustentou.

Fernando Fernandes mostrou-se contudo otimista em relação ao futuro e diz mesmo que vai haver um rumo.

"Acho que vamos ter um futuro melhor do que o passado, quer ao nível do imobiliário quer da floresta", disse.

Adiantou ainda que vai haver muitas ajudas financeiras, quer públicas, quer ao nível dos movimentos de solidariedade para a reconstrução.

"Estou confiante que daqui a uns anos vamos ter uma terra ainda mais bonita. Esta foi uma grande lição para os governantes e acho que vão por mão na floresta e fazer um reordenamento capaz", afirmou.

Dois grandes incêndios deflagraram no sábado na região Centro, provocando 64 mortos e mais de 200 feridos, tendo obrigado à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.

Estes incêndios, que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, consumiram um total de cerca de 50 mil hectares de floresta [o equivalente a 50 mil campos de futebol] e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

O incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Ficou dominado na manhã de quinta-feira.

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