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Câmara tem sido "alvo de ciberataques" e quer evitá-los no futuro

A Câmara de Lisboa informou hoje que tem sido "alvo de ciberataques", através de vírus ou de 'hackers' que pretendem aceder aos seus sistemas informáticos, razão pela qual aprovou um protocolo com o Centro Nacional de Cibersegurança.

Câmara tem sido "alvo de ciberataques" e quer evitá-los no futuro

Falando na reunião pública do executivo, o vereador dos Sistemas de Informação da autarquia, Jorge Máximo, indicou que esta é uma "grande oportunidade" porque "a Câmara tem sido sistematicamente alvo de ciberataques nos sistemas", apesar de ter mecanismos de segurança.

Frisando ser necessário contrariar as "fragilidades detetadas", Jorge Máximo vincou que esta é uma medida crucial para assegurar o funcionamento da autarquia.

"Um ciberataque pode ser perigoso porque pode condicionar a nossa atividade", realçou o autarca já em declarações aos jornalistas no final do encontro, que decorreu nos Paços do Concelho.

De acordo com Jorge Máximo, Lisboa será, assim, "o primeiro município do país a ter um protocolo para um tema que é novo, que é a segurança nas cidades".

Questionado sobre o tipo de situações verificadas, o responsável falou em "vírus e ataques de entidades ou de 'hackers'" que pretendem aceder aos sistemas informáticos da Câmara.

Ainda assim, destacou a aposta que o município tem vindo a fazer na área tecnológica.

De acordo com a proposta assinada por Jorge Máximo, o objetivo do protocolo é assegurar "a segurança do ciberespaço do município e nacional, potenciando uma utilização livre, segura e eficiente do ciberespaço por parte dos cidadãos, das empresas e das entidades públicas e privadas".

Já o protocolo de cooperação, anexo à proposta, especifica medidas como o desenvolvimento de uma estratégia de segurança na internet do município, a monitorização de operações de segurança na rede, a formação e qualificação de recursos humanos do município e a sensibilização em matéria de cibersegurança.

Paralelamente, prevê exercícios de treino/simulação de cibersegurança.

O protocolo, que deverá ser assinado nas próximas semanas, não deverá ter custos diretos para a autarquia.

Segundo o vereador comunista João Ferreira, o partido absteve-se porque "a proposta é um pouco genérica".

O restante executivo (PS e independentes, PSD e CDS-PP) votou a favor.

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