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Hoje é dia de marchar... 'Basta de Violência contra as Mulheres!'

"Não somos cúmplices nem indiferentes! Basta de Violência contra as Mulheres!”, este é o mote do dia. Esta terça-feira, dia em que se celebra o dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, as mulheres unem-se em marchas por todo o país para pôr fim à violência doméstica. O Notícias ao Minuto foi saber um pouco mais sobre estas inciativas.

Hoje é dia de marchar... 'Basta de Violência contra as Mulheres!'

Luana Camargo, de 28 anos, foi assassinada pelo marido, de quem se tentava divorciar, em maio de 2014, e é hoje que se vai marchar em sua homenagem, no dia em que se comemora o dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, sabe o Notícias ao Minuto.

A iniciativa surge por parte da União Mulheres Alternativa Resposta (UMAR) em parceria com a Associação para o Planeamento da Família e a Casa do Brasil de Lisboa (APF). O caminho da marcha inicia-se no Cais do Sodré em direcção à Rua Augusta, onde Luana Camargo foi brutalmente esfaqueada até à morte e onde a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) fará uma acção de sensibilização.

“Não somos cúmplices nem indiferentes! Basta de Violência contra as Mulheres!”, este é o mote da Associação.

Esta celebração não acontece por acaso. O país atravessa um momemto em que os crimes de violência doméstica são os mais comuns praticados contra mulheres. Estas situações levam a que a polícia registe um aumento de 2,3% em comparação com o ano passado. E por dia surgem cerca de 73 queixas.

Só este ano, a UMAR já registou 31 vítimas mortas por companheiros, atuais ou passados. Além de terem sido registados outros seis homicídios em que os agressores eram familiares diretos ou por afinidade.

Número disponibilizados na página da internet da Direção Geral de Administração Interna (DGAI) referem que foram registadas 7.574 denúncias à PSP nos primeiros seis anos deste ano e 5.497 queixas à GNR.

Ao analisar os dados da APAV registam-se cerca de 80% dos crimes que originaram por violência doméstica. Em causa, estão mulheres, a mais afetadas (82,8%), entre os 25 e os 54 anos, com especial destaque para a faixa etária entre os 35 e os 44 anos e casadas (34,8%).

Já relativamente ao perfil do agressor sabe-se que a maioria são homens (82,3%), entre os 25 e os 54 anos (29,9%), casados (38,8%) e empregados (31,5).

Esta terça-feira, em que se assinala o dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, várias são também as iniciativas que vão acontecer por todo o Continente e Ilhas.

Também o Governo vai participar ao lançar 'Nunca é tarde'. O objetivo é alertar a sociedade civil para as diversas formas de violência de que as pessoas idosas são vítimas, em particular as mulheres, nomeadamente a violência física, psicológica e económica.

Segundo nota à comunicação social, do Governo, com base nos dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), 8% das participações por violência doméstica eram relativas a pessoas com mais de 65 anos.

A apresentação da campanha realiza-se pelas 16h30, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em Lisboa, e insere-se nas III Jornadas Nacionais Contra a Violência Doméstica, que decorrem até dia 5 de dezembro.

Saiba que se se encontra numa destas situações pode sempre contar com a ajuda destas associações e está à distância de uma chamada. Hoje junte-se a esta luta.

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