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Pedrógão Grande. Leiria prevê criar creches nos concelhos afetados

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) prevê criar três creches, uma em cada um dos concelhos afetados pelos incêndios de junho de 2017 de Pedrógão Grande, foi hoje anunciado.

Pedrógão Grande. Leiria prevê criar creches nos concelhos afetados
Notícias ao Minuto

19:11 - 17/06/24 por Lusa

País Pedrógão Grande

"A nossa intenção é fazer um projeto intermunicipal, utilizar o nosso projeto intermunicipal da creche, para poder instalar aqui este tipo de equipamento nos três concelhos [Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera]", afirmou o presidente da CIMRL, Gonçalo Lopes.

O autarca, também presidente da Câmara de Leiria, falava aos jornalistas após uma reunião de trabalho, em Pedrógão Grande, que contou com as ministras da Juventude e Modernização e da Administração Interna, assim como vários secretários de Estado, e os presidentes dos três municípios mais afetados pelos incêndios de junho de 2017.

No final da reunião, a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, anunciou que o Revita vai ser exclusivamente afeto aos concelhos atingidos por estes fogos.

"Aquilo que nós podemos dizer à data de hoje é que vamos, no Orçamento do Estado para 2025, retirar este fundo da unidade de tesouraria, permitindo que o fundo seja exclusivamente destinado a este território, a estas populações, e esta decisão resulta da necessidade de nós investirmos, de facto, em projetos neste território", afirmou Margarida Balseiro Lopes.

Gonçalo Lopes manifestou satisfação por esta decisão.

"É da mais elementar justiça", declarou o presidente da CIMRL, considerando que esta é uma "boa oportunidade" para os três concelhos.

Gonçalo Lopes destacou que este fundo "foi constituído por várias entidades e, portanto, é um fundo que vem da base e, por isso, só faz sentido estar ao serviço dos objetivos a que se tinha proposto, que é reabilitar, revitalizar, estes três concelhos".

O Fundo Revita foi criado pelo Governo liderado pelo socialista António Costa para gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada aquando dos incêndios de 2017, em estreita articulação com aqueles três municípios.

Aderiram ao fundo 66 entidades, com donativos em dinheiro, bens e prestação de serviços.

"Os donativos em dinheiro ascendem a 5.446.296,31 euros", referia o último relatório do fundo (de dezembro de 2023), que, "atendendo à dimensão das responsabilidades assumidas", o Ministério da Solidariedade e Segurança Social reforçou o seu financiamento "em 2.500.000 euros, que acrescem ao valor mencionado".

O mesmo relatório revelou que o fundo tem "o montante de 1.396.431,09 euros, registado em caixa e depósitos bancários", relativos a "donativos em dinheiro recebidos até 31 de março de 2023".

Em 2023, por decisão do anterior executivo, o Revita passou a integrar o perímetro do Orçamento do Estado, não obstante as críticas contra a "nacionalização" do fundo por parte da CIMRL.

Os incêndios que deflagraram em 17 junho de 2017 -- há precisamente sete anos, em Pedrógão Grande - e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves. Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

A CIMRL integra os Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Leia Também: Pedrógão. "Não podemos deixar que a tragédia de 17 de junho se repita"

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