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SIM acusa PS de querer usar métodos "típicos de Cuba" no SNS

Refere-se o sindicato à proposta de introdução de um "mínimo de dedicação" dos médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

SIM acusa PS de querer usar métodos "típicos de Cuba" no SNS
Notícias ao Minuto

18:47 - 13/02/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Médicos

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) criticou, na segunda-feira, o Partido Socialista (PS) pela proposta de introdução de um "mínimo de dedicação" dos médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Também a proposta de criação de um "quadro de compensações, pelo investimento público do país na sua formação, por parte de médicos que pretendam emigrar ou ingressar no setor privado" foi alvo de críticas.

"Ao invés de criar condições no SNS, o PS parece querer usar métodos que são típicos das ditaduras da Coreia do Norte, de Cuba e da antiga União Soviética, e que tiveram os resultados que estão à vista de todos", disse o sindicato em comunicado.

O SIM viu com "muita preocupação" estas propostas do programa eleitoral dos socialistas, considerando que "significam uma discriminação inaceitável dos médicos", para além de colidir "com normas europeias que consagram a livre circulação de trabalhadores" e esquecer que "os médicos fazem a sua formação em exercício".

"Os médicos nada devem ao setor público. O que setor público recebe dos médicos em formação é muito superior ao investimento que faz nestes médicos. Se os médicos internos - médicos em formação pós-graduada - deixassem de trabalhar o SNS colapsaria", escreveu o sindicato médico.

Em jeito de conclusão, o SIM acusou estas duas propostas, incluídas no programa eleitoral do PS, de serem "populistas e demagógicas". "Alimentam a ideia de privilégio em vez de criarem condições para atrair médicos para o SNS", lamentou o sindicato.

Proposta "só será tomada após negociação"

O PS afirmou que a ideia de sujeitar médicos formados pelo Estado a um tempo mínimo no Serviço Nacional de Saúde (SNS) será avaliada e só será tomada após negociação e aceitação pelas estruturas representativas do setor.

Fonte oficial do PS rejeitou à agência Lusa que possa fazer sentido uma controvérsia em torno dessa proposta e adiantou: "Avaliar a possibilidade significa, tal como referido, que qualquer uma dessas medidas nunca será tomada sem avaliação, negociação e aceitação por parte das estruturas representativas dos médicos".

Leia Também: PS. Médicos sujeitos a tempo mínimo no SNS só após avaliação e negociação

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