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"A maioria absoluta demitiu-se porque criou a sua própria crise", diz BE

A líder do BE, Mariana Mortágua, considerou hoje que a maioria absoluta se demitiu porque "criou a sua própria crise", prometendo uma campanha eleitoral a "acertar contas com os facilitadores" que acusa de serem a "nata podre do regime".

"A maioria absoluta demitiu-se porque criou a sua própria crise", diz BE
Notícias ao Minuto

23:38 - 30/11/23 por Lusa

Política Mariana Mortágua

O BE juntou esta noite, em Lisboa, muitos dos seus principais rostos num comício já em formato de campanha, no qual Mariana Mortágua estabeleceu o tom, os principais alvos e temas com os quais o partido se vai apresentar às eleições antecipadas de 10 de março do próximo ano.

"A maioria absoluta demitiu-se porque criou a sua própria crise, porque os ministros e secretários de estado entravam e saiam num virote, porque alguns deles se comportaram como verdadeiros rufias, porque o escândalo dos envelopes no gabinete responsabiliza o envelopador e fragiliza também quem o escolheu", condenou.

Acusando o Governo do PS, agora de saída depois da demissão de António Costa, de ter espalhado "à sua volta o caos na saúde e na educação", a líder do BE concluiu que foi feito o que sempre acontece num maioria absoluta, ou seja, "carreiras, lugares, cunhas e disparates".

"O Governo tinha tanta maioria que esqueceu o povo, achou que não era preciso levar este país a sério", enfatizou.

Mariana Mortágua questionou como é que Portugal se habituou "a sofrer este circuito de poder assente nos facilitadores" que acusou de serem a "nata podre do regime" e os "mestres dos truques".

"Nesta campanha eleitoral queremos e vamos acertar as contas com os facilitadores e vamos proteger toda a gente que paga, com a sua vida esforçada, o privilégio destes muito poucos que ganham tanto, mas tanto, com o esforço de tanta gente", prometeu.

Falando diretamente a quem "perdeu com a maioria absoluta" na habitação, na saúde ou na educação, o povo que "sente que a vida é um jogo de cartas marcadas" porque "o jogo muda e ganha sempre os mesmos", a líder bloquista apontou às eleições de 10 de março: "é com este povo e contra os facilitadores que queremos fazer a maioria nas eleições de março".

Mortágua defendeu ainda que, desde que as eleições foram marcadas pelo Presidente da República, são feitas "promessas estranhas" pela direita.

"Os facilitadores entraram em competição como se não fizessem, como se não tivessem sempre feito parte da maioria absolutíssima que protegeu o maior mostro deste país, que é o monstro da especulação imobiliária. Esse monstro tem a marca do PSD-CDS", enfatizou.

Para a líder do BE, com tudo o que o PS e a direita têm feito, é um atrevimento dizer que são moderados, comprometendo-se, no setor da habitação, com "medidas praticáveis, eficazes e no tempo certo para que as pessoas vivam sem medo".

Na reta final do discurso, Mortágua antecipou que "vão ser tempos difíceis e feios", apontando uma maioria absoluta que conta "com o susto e pavor" dos portugueses para que esqueçam tudo o que aconteceu nos últimos meses.

"A direita está raivosa, está em modo de concurso para saber quem é mais boçal, mais violento, quem é mais de direita. Adoram o Trump, e o Milei, como adoraram o Bolsonaro, e acham até que chegou a sua vez", disse, assegurando que a vez dessa direita "não chegou" porque o BE recusa trocar "a esperança pelo medo".

Antes de Mariana Mortágua, subiu ao púlpito do Capitólio o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, que deu conta de uma direita com medo dos bloquistas, mas que não esqueceu a disputa interna no PS no dia em que foram entregues as moções de orientação nacional dos candidatos à sucessão de António Costa, apontando a Pedro Nuno Santos e a José Luís Carneiro.

"E os candidatos a secretário-geral do PS, grandes herdeiros de António Costa, sabem o que é significa especulação? Eu li a moção deles, estive a ler ao pormenor e nem uma única vez aparece a palavra especulação", criticou, considerando que esta é "a arma apontada à habitação".

Para o dirigente bloquista, a conclusão é só uma: "quem se diz de esquerda não escreve com a esquerda os programas eleitorais".

[Notícia atualizada às 00h39]

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