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Candidata a 'mayor' em Toronto: "Sou um produto da comunidade portuguesa"

A candidata a 'mayor' de Toronto Ana Bailão afirmou hoje que "é um produto da comunidade portuguesa" e quer trazer essa marca à gestão da cidade.

Candidata a 'mayor' em Toronto: "Sou um produto da comunidade portuguesa"

"Não sou uma pessoa que entrou na política porque gosta de política. Entrei através do meu trabalho comunitário, daquilo que tudo fiz e aprendi, os valores que ganhei no meu trabalho comunitário. Sou um produto desta comunidade, sou um membro ativo desta comunidade e espero que a comunidade se reveja no meu plano, que veja os serviços que pretendem ser melhorados", afirmou, em entrevista à Agência Lusa.

Natural de Vila Franca de Xira (Lisboa), Ana Bailão está no Canadá desde os 15 anos afirma-se como uma mulher emigrante de classe trabalhadora, com experiência no setor privado, com uma vasta experiência como vereadora e como vice-presidente do município.

Tudo isto faz "com que possa trazer a experiência de vida e profissional em prol da cidade e da classe que está hoje em dia a sofrer", explicou, prometendo políticas concretas.

As pessoas "estão a sofrer com o impacto da inflação, como os preços da habitação cada vez mais caros, com os preços dos serviços mais dispendiosos. Temos que ter um foco muito grande na prestação de bons serviços e ter a certeza que as pessoas estão a ter o devido valor por aquilo que estão a pagar", acrescentou.

A luso-canadiana foi vereadora entre 2010 a 2022, representando o distrito eleitoral da Davenport, e mais recentemente o bairro 18, devido à reformulação dos distritos eleitorais, obteve perto de 84 por cento dos votos.

Cerca de 50 por cento da população de Toronto, não nasceu no Canadá, são pessoas que chegam ao país à procura de "oportunidade, segurança, de uma cidade que funcione perfeitamente", recordou.

"Muitos sentem isso, senti-o quando cheguei aqui a esta cidade. Mas hoje depois desta grande pandemia a cidade está com dificuldades em voltar à normalidade, e a ter a prestação de serviços, que os residentes merecem e que pagam por isso", justificou.

Formada pela Universidade de Toronto em Sociologia e Estudos Europeus, desde 2010 foi responsável pela comissão municipal de habitação a preços acessíveis, tendo sido ainda vice-presidente do município durante cinco anos, até 2022.

A luso-canadiana prometeu ainda focar-se na "prestação de serviços", especialmente na "habitação", uma área em que muitas pessoas hoje em dia "sentem a dificuldade de adquirir ou de arrendar uma casa em Toronto".

Até 2031 a autarquia canadiana espera construir cerca de 281 mil novas residências, um número insuficiente devido à imigração.

"Nós temos uma situação financeira difícil, os governos federal e provincial, têm-nos ajudado bastante durante a pandemia com subsídios, mas necessitamos de uma solução sustentável", realçou

Uma das prioridades de Ana Bailão no seu programa eleitoral é 'devolver' a gestão das autoestradas Don Valley Parkway (DVP) e a Gardiner Expressway ao governo provincial do Ontário liderado pelo conservador Doug Ford.

A candidata destaca ainda que o município terá de ter uma solução mais inteligente pois os residentes de Toronto "estão a pagar a manutenção destas autoestradas através do imposto predial", o que não sucede noutras cidades da região em que são geridas pelo governo. 

"O município de Toronto gasta cerca de 200 milhões de dólares canadianos (134 milhões de euros) por ano na manutenção e na reconstrução da Gardiner Expressway", lamentou.

Outra das questões defendidas por Ana Bailão é a segurança pública, lamentando que outros candidatos defendem um corte no orçamento da polícia de Toronto, gerida pelo município, querendo aquela força de segurança "mais formada, bem financiada", e ainda com programas de apoio à saúde mental e para os sem-abrigo.   

A cidade de Toronto deverá escolher um novo presidente do município no dia 26 de junho.

As eleições intercalares foram marcadas na sequência do pedido de demissão no mês passado do 'Mayor' John Tory, na sequência de um escândalo, após o autarca ter confirmado ter mantido durante a pandemia um relacionamento intimo com uma ex-funcionária.

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