Governo rejeita 'acordozinhos' e destaca "vários avanços" com professores
O secretário de Estado da Educação afirmou que a quarta ronda de negociações com os sindicatos de professores teve "um saldo positivo" para o Governo.

© André Rolo / Global Imagens
O secretário de Estado da Educação, António Leite, considerou, esta quinta-feira, que a reunião com os sindicatos de professores teve um “saldo positivo” do ponto de vista do Governo, apesar de a Federação Nacional de Professores (Fenprof) ter afirmado que “não saiu nada” do encontro que durou cerca de seis horas.
Após a quarta ronda negocial entre sindicatos e o Governo que decorreu no Ministério da Educação, em Lisboa, o responsável afirmou que foram feitos “vários avanços”, nomeadamente no que diz respeito à vinculação de professores.
“O nosso objetivo é sempre o de garantir que combatemos a precariedade dos professores, que ainda é muito significativa, e que promovemos a aproximação dos professores aos locais para onde querem, efetivamente, vir a mover-se”, frisou.
“Creio que conseguimos aqui vários avanços”, acrescentou, especificando que tais “avanços” foram “reconhecidos” pelos organismos sindicais presentes na reunião.
Questionado sobre as declarações do líder da Fenprof, que acusou o Ministério da Educação de querer avançar com vários “‘acordozinhos’”, António Leite frisou que está em curso um “processo negocial difícil e complexo” e o que o Governo fez duas propostas para “chegar ao fim” das negociações.
“Uma é o acordo global na eventualidade de existir uma ou várias organizações sindicais que possam estar de acordo com a totalidade do que estamos a propor”, afirmou, acrescentando que a segunda proposta se prende com a possibilidade de os sindicatos não concordarem com alguns pontos do acordo, mas concordarem com outros.
“A reação à nossa proposta ficará, obviamente, do lado dos organismos sindicais”, frisou, reiterando que os sindicatos reconheceram que “há avanços” nas propostas do Governo.
“Esperamos que venha a ser possível, se não um acordo global sobre este assunto, que haja, pelo menos, acordos que possam permitir um ganho para os professores e professoras e para as entidades que trabalharam para que isso acontecesse”, afirmou.
Sublinhe-se que o Ministério da Educação juntou, esta quinta-feira, as 12 organizações sindicais que estão a participar nas negociações sobre o regime de concursos e colocação para uma nova ronda negocial.
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