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Condução sob efeito do álcool foi a principal preocupação na AMPorto

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, revelou hoje, após uma reunião com os autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMPorto), que a principal preocupação elencada em termos de segurança foi a condução sob o efeito do álcool.

Condução sob efeito do álcool foi a principal preocupação na AMPorto
Notícias ao Minuto

19:41 - 01/07/22 por Lusa

País Porto

Após uma reunião de cerca de duas horas na sede da AMPorto, José Luís Carneiro disse aos jornalistas, após ser questionado, que das "áreas que merecem uma atenção mais especial" pelos autarcas da região, a primeira foi a "condução com níveis elevados de álcool, acima de 1,2" gramas por litro.

Quanto ao segundo ponto "muito relevante" elencado, foi a "condução sem habilitação legal", incluindo em pessoas que completam 50 anos de idade, pois "há pessoas que desconhecem" a necessidade de renovação.

Em terceiro lugar foi elencada "a violência doméstica", e em quarto lugar "o tráfico de estupefacientes", que estão "entre os principais indicadores que compõem a tipologia de principal criminalidade participada" junto das autoridades na AMPorto.

Na reunião de hoje, o governante manifestou ainda que o Governo está disponível para "colocar técnicos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária [ANSR] a cooperar com os municípios" tendo em vista a redução "de vítimas mortais" e "feridos graves" nas estradas.

José Luís Carneiro deixou ainda o "convite para que os municípios possam trabalhar articuladamente com a ANSR, tendo em vista elaborar planos municipais de segurança rodoviária, ou então desenvolvê-los a uma escala metropolitana".

O ministro referiu que "a criminalidade geral teve um ligeiro aumento, de 0,9% em 2021, e o mesmo também aconteceu, um ligeiro aumento, também na Área Metropolitana", mas ressalvou que "nos últimos 15 anos, no país, a criminalidade tem vindo a diminuir de uma forma consecutiva", o mesmo acontecendo na AMPorto.

Os autarcas elencaram também "as necessidades mais prementes" em termos de infraestruturas do dispositivo territorial", tanto na GNR como na PSP, de acordo com o governante.

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP) (órgão deliberativo da AMPorto), Eduardo Vítor Rodrigues, falando aos jornalistas no final da reunião, revelou que ficou acordado com o ministro a realização de reuniões a cada seis meses, no máximo.

Segundo o também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), os autarcas quiseram, junto do Governo, "diagnosticar todo um conjunto de problemáticas novas ou reforçadas que estão a acontecer no pós-covid", como a questão da condução sobre o efeito de álcool.

"A questão do álcool na estrada parece ser evidente, de acordo com o que dizem os oficiais de ligação, que tem muito que ver com o reforço das festas e do pós-covid", não sendo "uma questão estrutural", segundo o autarca gaiense.

Em segundo lugar, Eduardo Vítor Rodrigues relevou "a questão dos investimentos" e a comparticipação dos mesmos, além "da questão dos fogos florestais e do dispositivo" para este verão.

"Acredito que em setembro cá estaremos para fazer todo o balanço do dispositivo, sobretudo para incêndios, num verão que tende a ser muito preocupante", assinalou.

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