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Moimenta da Beira. Estudo sobre pesticidas na fruta "desfasado no tempo"

O presidente da Câmara de Moimenta da Beira disse hoje à agência Lusa que o estudo europeu divulgado esta segunda-feira sobre o uso de pesticidas na fruta está "desfasado no tempo", porque, atualmente, "a maçã está praticamente livre".

Moimenta da Beira. Estudo sobre pesticidas na fruta "desfasado no tempo"
Notícias ao Minuto

22:08 - 24/05/22 por Lusa

País Pesticidas

"Eu acredito em todos os estudos, porque acredito no saber e na informação científica, no entanto, os estudos têm o seu tempo e este revela dados com nove anos, está completamente desfasado no tempo", considerou Paulo Figueiredo.

O presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, no distrito de Viseu, reagiu assim, à agência Lusa, ao estudo divulgado esta segunda-feira pela rede PAN Europa, criada em 1987 e que reúne 38 organizações de consumidores, de saúde pública e ambientais, entre outras.

A PAN Europa, que faz parte da "Pesticide Action Network" (PAN), fundada em 1982, é uma rede de mais de 600 organizações não governamentais, instituições e pessoas de mais de 60 países que procura minimizar os efeitos negativos dos pesticidas perigosos, e substituí-los por alternativas ecologicamente corretas e socialmente justas.

O estudo refere que as maçãs e peras cultivadas em Portugal estão entre as frutas com maior quantidade de pesticidas perigosos, com base numa análise a fruta fresca europeia relativamente a 2019.

Em 85% das peras portuguesas testadas e em 58% de todas as maçãs testadas foi encontrada contaminação por pesticidas perigosos. A nível da União Europeia, segundo o estudo, as taxas de contaminação tanto para maçãs como para peras mais do que duplicaram entre 2011 e 2019.

Em relação a 2019, indicam as análises feitas na Europa, metade de todas as amostras de cerejas tinham sido contaminadas com pesticidas, um terço (34%) de todas as maçãs estavam também contaminadas, o mesmo acontecendo com cerca e metade das peras e metade dos pêssegos.

Observando os dados dos nove anos, de 2011 a 2019, o estudo indica que os frutos mais contaminados foram as amoras (51% das amostras), seguidas dos pêssegos (45%), dos morangos (38%), das cerejas e dos alperces (35%). No mesmo período, os países que produziram frutas mais contaminadas foram, por ordem decrescente, a Bélgica, a Irlanda, a França, a Itália e a Alemanha.

"Isto está destorcido no tempo, porque nos últimos dois, três anos tem havido uma evolução fantástica a este nível e, por exemplo, os nossos fruticultores têm aplicado e implementado regras muito específicas da União Europeia que obrigam à redução dos pesticidas", defendeu o autarca.

Paulo Figueiredo disse ainda que "uma boa percentagem das maçãs, que é a fruta principal do concelho, tem níveis muito reduzidos, com os níveis de toxidade praticamente a zero" e isto, continuou, "porque cumprem com as normas europeias", tanto "para a sustentabilidade ambiental como para a saúde".

"E as nossas maçãs passam por uma série de análises, nomeadamente através das grandes superfícies, que fazem de forma constante a todos os lotes fornecidos, assim como os próprios produtores que também controlam", acrescentou.

O autarca disse "lamentar este tipo de estudo desfasado no tempo, principalmente quando já não corresponde à realidade e só vem criar impacto negativo junto dos fruticultores que, são os que menos ganham e mais trabalham para a qualidade da maçã".

"Neste momento, Moimenta da Beira é responsável por cerca de 20% da produção nacional da maçã e se juntarmos os municípios aqui à volta, como Armamar, Sernancelhe e Lamego, acredito que somos responsáveis por mais de 50% da produção nacional", referiu.

Paulo Figueiredo sublinhou a qualidade da maçã desta região do norte do distrito de Viseu e considerou que "é de qualidade e é das melhores maçãs do País e do mundo, e, sem exagero, porque é sem dúvida das melhores do mundo", concluiu.

Leia Também: Ministra estranha estudo sobre pesticidas e garante segurança alimentar

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