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Nova curadora quer "continuidade" na política de aquisições de arte

A nova curadora da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), Sandra Vieira Jürgens, disse hoje querer "descentralizar" a apresentação da coleção pelo país e "dar continuidade" ao trabalho desenvolvido na política de aquisições.

Nova curadora quer "continuidade" na política de aquisições de arte
Notícias ao Minuto

13:51 - 20/05/22 por Lusa

País Estado

uma honra e uma responsabilidade estar a assumir este cargo. Aquilo que quero fazer de início é dar continuidade e sustentar o trabalho que tinha sido desenvolvido, agora mais recentemente desde a criação da primeira comissão, em termos do que é a política de aquisições do Estado", afirmou à agência Lusa.

A historiadora de Arte, que já coordenou a Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea, falava à margem da apresentação da exposição "Festa. Fúria. Femina.", que vai ser inaugurada hoje no Arquipélago -- Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, localizado na Ribeira Grande.

Jürgens disse ter como objetivos "consolidar" o trabalho que desenvolveu na Comissão para a Aquisição e "descentralizar" a "apresentação da coleção ao público português".

"Para tornar a sua fruição possível isso só se faz levando a coleção a muitos pontos. É isso que está mesmo no programa de trabalho da coleção: a apresentação em vários dos centros selecionados em todo o país", afirmou.

Considerando que tem pela frente um "trabalho desafiante", a nova curadora da CACE afirmou que a coleção "tem de estar presente" e "não estar escondida" do público.

Questionada sobre eventuais novidades do inquérito acerca das obras desaparecidas da CACE, Sandra Vieira Jürgens não quis tecer qualquer comentário, alegando que ainda não assumiu formalmente funções.

Sandra Vieira Jürgens substitui no cargo David Santos, que pediu em abril a exoneração de funções, que tinha assumido em 2016, "evocando motivos de ordem pessoal", vindo a assumir a direção do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira.

Em 2019 e 2020, Sandra Vieira Jürgens coordenou a Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea, criada em 2019 e responsável pelo programa anual de aquisição de arte contemporânea.

Criada nos anos 1970 com o objetivo de se converter numa coleção representativa da produção artística nacional, a então "Coleção SEC" foi fazendo aquisições ao longo das décadas, mas ficou paralisada durante cerca de vinte anos.

As aquisições foram retomadas em 2019, através da criação de comissões para identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, com vista à integração no programa de aquisição de arte contemporânea portuguesa do Estado.

Esse programa foi retomado pelo Governo depois de um grupo de 200 artistas plásticos ter, em 2018, exigido medidas urgentes para o setor da arte contemporânea ao primeiro-ministro, António Costa, que lançou um programa de aquisições a dez anos, começando com um orçamento de 300 mil euros para 2019.

Na CACE estão representados alguns dos mais importantes artistas portugueses, como Julião Sarmento, Artur Bual, Júlio Pomar, Maria Keil, Ilda David, Júlio Resende, Helena Almeida, Noronha da Costa, José Guimarães, Abel Manta ou Nikias Skapinakis.

Nascida em Lisboa em 1969, Sandra Vieira Jürgens é curadora, professora universitária e investigadora do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na qual se licenciou em História de Arte e concluiu uma pós-graduação em História de Arte Contemporânea.

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