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LFV será interrogado no sábado. Advogado nega incompatibilidades no CSMP

Manuel Magalhães e Silva, advogado de Luís Filipe Vieira, indicou aos jornalistas que o interrogatório ao seu cliente realizar-se-á este sábado. O causídico negou, ainda, qualquer incompatibilidade com o facto de pertencer ao Conselho Superior do Ministério Público, órgão que avalia procuradores como Rosário Teixeira, a cargo do processo Cartão Vermelho.

LFV será interrogado no sábado. Advogado nega incompatibilidades no CSMP

O advogado de Luís Filipe Vieira indicou, esta sexta-feira, aos jornalistas que o seu cliente irá prestar declarações ao juiz de instrução criminal no âmbito do processo Cartão Vermelho no sábado, dia 10 de julho.

"Vai prestar declarações. Não há nenhuma razão para que não responda, a não ser que seja alguma coisa de inconveniente lhe seja perguntada. Agora, à matéria da indiciação vai responder a todas as questões", disse o advogado.

Foi ainda mencionada a acusação da associação Transparência e Integridade, que aponta incompatibilidade com o facto de Magalhães e Silva ser membro do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), órgão que fiscaliza a ação de juízes e procuradores, como Rosário Teixeira, a cargo do processo em causa. O causídico nega a acusação.

"Eu tenho o cuidado, nestes anos em que tenho pertencido - e que continuo a pertencer - ao CSMP, de, quando não sei o nome do procurador ou procuradora que está a intervir no processo, vou-lhe perguntar, exatamente por isso. Sempre que se discute quaisquer questões no CSMP que, direta ou indiretamente, diga respeito a qualquer magistrado com quem eu tenha trabalhado, eu declaro de imediato que não participarei nem na discussão nem na votação", afirmou.

"Portanto, não há efetivamente qualquer incompatibilidade entre ser membro do CSMP e exercer advocacia penal", completou.

Luís Filipe Vieira será o último a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, no TCIC, no âmbito do processo Cartão Vermelho.

Segundo o comunicado do Conselho Superior de Magistratura, depois do interrogatório de Bruno Macedo, que terminou às 14:16 horas, seguiu-se o de Tiago Vieira, filho de Luís Filipe Vieira, o último a ser ouvido hoje. Esta manhã, já o empresário José António dos Santos tinha prestado declarações ao juiz Carlos Alexandre.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na quarta-feira, numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) estão em causa factos suscetíveis de configurar "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais".

Para esta investigação foram cumpridos cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

Leia Também: "Rui Costa não tem condições para ser presidente do Benfica"

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