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Goveno saúda retoma de atividade nos hospitais. Agora "é acelerar"

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde considerou hoje uma "excelente notícia" a retoma da atividade assistencial dos hospitais, afirmando que é preciso "recuperar rapidamente" para conseguir ter bons índices até ao final do ano.

Goveno saúda retoma de atividade nos hospitais. Agora "é acelerar"

"Isto sim é uma excelente notícia, estarmos a recuperar a atividade assistencial e o Hospital de Santa Maria é de facto um exemplo paradigmático", disse António Lacerda Sales à agência Lusa, à margem de uma visita a esta unidade, onde acompanhou a vacinação contra a covid-19 de doentes em contexto de consulta externa, juntamente com o coordenador da 'task force' da vacinação, vice-almirante Gouveia e Melo.

Lacerda Sales defendeu que, depois do atraso que o Serviço Nacional de Saúde teve em função da pandemia, é preciso agora acelerar na recuperação da atividade assistencial.

"É isso que estamos a fazer, recuperar consultas externas ao nível dos cuidados de saúde primários, consultas externas ao nível dos cuidados diferenciados e também cirurgias, onde também tivemos o nosso atraso e, portanto, temos que recuperar rapidamente a ver se conseguimos até ao final do ano ter bons índices" de atividade, sublinhou.

Em declarações à Lusa, o presidente do CHULN, Daniel Ferro, relatou que há três meses estavam internadas mais de 400 pessoas no Santa Maria e hoje são apenas 16.

O segundo ponto, apontou, é que há três meses o nível de infeção na população e colaboradores do hospital era grande: "Só num mês tivemos 400 pessoas com infeção, sobretudo, contraídas na comunidade, porque na instituição felizmente não foi contraída praticamente nenhuma, e no último mês tivemos zero colaboradores infetados".

Para Daniel Ferro, estes dados representam "uma confiança e uma segurança muito maior no processo", com os profissionais "a prestar cuidados nesta fase de retoma".

Segundo o presidente do CHULN, com a capacidade do hospital ao serviço da retoma assistencial, "está a ser possível alcançar e até ultrapassar níveis de atividade assistencial" anteriores à pandemia, quer nas cirurgias, quer nas consultas, mas sobretudo nas primeiras, onde se regista um crescimento de 30% relativamente ao mesmo período pré-pandémico.

"Isto faz-nos estar otimistas de que, tendo as pessoas e os colaboradores todos vacinados e no ativo, vai ser possível até ao fim do ano, ou se calhar até antes, recuperar tudo o que se perdeu", rematou Daniel Ferro.

Gouveia e Melo destacou, por sua vez à Lusa, a importância da vacinação na diminuição dos internamentos e das mortes por covid-19.

"O que provámos é que conseguimos administrar as vacinas que chegaram ao território nacional e com essas vacinas já conseguimos proteger parte significativa, pelo menos a parte mais frágil, da nossa população e isso já se reflete nos números, quer de internamento quer nos números de óbitos", salientou o coordenador da 'task force'.

Henrique Gouveia e Melo disse que, "em princípio", para a semana já é possível fechar a vacinação da faixa etária dos 60 anos e, portanto, "é natural que se comece a abrir as faixas etárias para baixo".

"Vai ser um processo progressivo por faixas etárias que é a forma mais racional de fazer o processo de vacinação, até porque muitas das patologias estão concentradas nas faixas etárias mais velhas", afirmou.

O auto-agendamento para a vacina já está disponível a todas as pessoas com mais de 55 anos.

O coordenador da 'task force' disse ainda que se chegou a esta etapa com a velocidade que as vacinas permitiram fazer, destacando que não se acumulam em armazém.

Leia Também: Listas de espera atingem números recorde nos hospitais britânicos

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