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Presidente da Câmara de Odemira pede Comissão de Inquérito

José Alberto Guerreiro denuncia arrendamentos abusivos, explorações e "algum tráfico de seres humanos".

Presidente da Câmara de Odemira pede Comissão de Inquérito
Notícias ao Minuto

14:14 - 03/05/21 por Notícias ao Minuto

País Odemira

O Presidente da Câmara de Odemira pediu, esta segunda-feira, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, sobre o elevado fluxo migratório e os alegados casos de exploração e tráfico humano, que têm lugar neste concelho alentejano.

"Tantas comissões que se fazem na Assembleia da República, aqui temos uma matéria que era suficiente para que fosse analisada no âmbito de uma Comissão da Assembleia da República", atirou, acrescentando que, há cerca de dois anos, participou à PJ "e não só" todas as situações que tinha conhecimento, algumas das quais  "escandalosas" e que ninguém deu prestou atenção.

"Porque é que não acontecem coisas? Porque é que não nos dão atenção? Porque é que não prestam atenção? Chegados ao dia de hoje, preocupa a todos", retorquiu.

Durante a mesma intervenção, José Alberto Guerreiro revelou que foram detetadas 22 situações de "incumprimento", ou seja, de moradias e de "alguns espaços agrícolas, quintas" que não ofereciam condições de habitabilidade aos migrantes que lá viviam e que as mesmas estão a ser investigadas.

"O tratamento [destes migrantes] está a ser investigado. A verdade é que não pode continuar a acontecer. Há um conjunto de negócios estranhos que levam, inclusivamente, a que se procedam transações de habitações e de automóveis de altas cilindradas em notas. O presidente não pode ficar indiferente a estas descrições. Quem tem de investigar são, de facto, as autoridades, mas não podemos permitir que esse mesmo cenário represente a exploração e, eventualmente, algum tráfico de seres humanos", realçou o autarca aos jornalistas presentes em Odemira.

Apesar de não ter revelado o número de migrantes que foram identificados a viver em condições de insalubridade, José Alberto Guerreiro anunciou que, nas próximas 24 horas, estes serão testados. Os casos positivos serão alojados na pousada de Almograve. Os restantes serão encaminhados ou para residências cedidas pelos proprietários ou arrendatários das moradias onde estes viviam, ou para o Zmar.

Recorde-se que duas freguesias do concelho de Odemira estão a ser controladas por cercas sanitárias, devido à elevada incidência de casos de Covid-19, principalmente, entre os trabalhadores agrícolas, muitos deles migrantes.

Leia Também: Covid-19 expôs fluxo migratório descontrolado em Odemira. PJ investiga

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