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Covid-19. Fenprof defende o encerramento das escolas

"Não tendo o governo dado resposta às exigências sanitárias que se impunham" a Federação aponta que o fecho dos estabelecimentos de ensino é o caminho a seguir.

Covid-19. Fenprof defende o encerramento das escolas

A Fenprof defende que as escolas acompanhem o confinamento geral que se impõe ao país e encerrem. A posição é manifestada num comunicado enviado às redações, em que a Federação considera que o Governo não deu "resposta às exigências sanitárias que se impunham".

"Tendo o Governo, em 13 de janeiro, decidido manter as escolas abertas, esperavam-se, do Conselho de Ministros extraordinário, medidas reforçadas de prevenção e segurança sanitária, tendo sido nesse sentido que a Fenprof decidiu lançar um abaixo-assinado dirigido ao Primeiro-Ministro", recorda na mesma nota.

Na declaração que ontem António Costa fez - onde apresentou as medidas mais 'apertadas' para o combate à pandemia - a Federação aponta que "a única referência do Primeiro-Ministro às escolas teve a ver com o reforço do policiamento no exterior para evitar ajuntamentos".

"Para além disso, os governantes continuam a afirmar que a abertura das escolas não constitui problema para a saúde pública, mas essa afirmação é contrariada pela generalidade da comunidade científica, apenas se dividindo entre a necessidade de encerrar todas as escolas ou apenas o 3.º Ciclo e o Ensino Secundário", defende ainda.

Neste seguimento, e "face gravíssima situação epidemiológica que se está a viver, à opinião consensual dos especialistas (epidemiologistas, virologistas, intensivistas, especialistas em saúde pública ou matemáticos) e à inépcia do Governo para criar as condições indispensáveis ao ensino presencial em segurança", a Fenprof considera que "enquanto durar um confinamento que se pretende geral, as escolas não podem continuar a ser exceção e também deverão encerrar, contribuindo, dessa forma, para travar e inverter o rumo da pandemia. Os números da pandemia em Portugal, tanto de infeções, como de óbitos, assim o justificam".

A Federação termina a nota afirmando que está "consciente dos défices que se agravarão com o recurso ao ensino remoto, mesmo que seja uma situação excecional e temporária", frisando que "os professores estão disponíveis para procurar atenuar esses prejuízos, haja vontade política do Governo para melhorar as condições e reforçar os recursos das escolas".

Recorde-se que Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 10.455 infetados (um aumento de 1,88%) com o novo coronavírus e 218 mortes relacionadas com a Covid-19 - um novo máximo, ultrapassando pela primeira vez as 200 mortes diárias -, indica o boletim epidemiológico divulgado esta terça-feira pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

Leia Também: Abaixo-assinado pede testes, vacinação e teletrabalho nas escolas

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