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Escolas abertas? FENPROF quer testes e vacinas para docentes na 2.ª fase

Considerando que as escolas vão manter-se abertas durante o próximo Estado de Emergência, a FENPROF defende a realização de testes, a vacinação dos professores na segunda fase e a redução do número de alunos nas salas, entre outras medidas.

Escolas abertas? FENPROF quer testes e vacinas para docentes na 2.ª fase

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) reagiu, na noite desta terça-feira, ao facto de o Governo ter permitido que as escolas continuem abertas durante o próximo Estado de Emergência, para o qual foram previstas medidas mais 'apertadas' de combate à pandemia.

A FENPROF tem dúvidas quanto à medida,considerando que "falta saber se a decisão do governo se resume à decisão política ou assenta em fundamentos científicos".

Por parte da comunidade científica, pode ler-se em comunicado enviado às redações, "parece não haver consenso, mas a isso não será alheio o facto de, ao longo do 1.º período, a situação real vivida nas escolas ter sido encoberta pelo Ministério da Educação".

Garante a organização sindical que, durante os últimos meses, "não foi elaborado um mapeamento de casos e a situação foi sempre desvalorizada pelos governantes, apesar de a FENPROF ter confirmado, entre setembro e dezembro, a existência de, pelo menos, 1.077 escolas em que foram identificados casos de Covid-19".

Para além disso, também não foram realizados rastreios, mesmo perante casos de confirmados de infeção pelo novo coronavírus, assegura a FENPROF.

Depois da comunicação do primeiro-ministro ao país, a Federação considera indispensável que, nos casos em que se mantém o regime presencial, se garanta que "seja imediatamente implementado pelo governo o programa recomendado pela Assembleia da República destinado à realização de testes gratuitos à comunidade escolar".

Devem, no entendimento da FENPROF, ser realizados "testes a todos os contactos próximos dos casos positivos confirmados" e os docentes "devem, de imediato, integrar a segunda fase de vacinação contra a Covid-19".

A Federação apela a que haja uma "significativa melhoria das condições de segurança sanitária, designadamente ao nível do distanciamento físico e através do reforço de recursos humanos necessários à garantia de limpeza profunda dos espaços entre cada utilização".

Simultaneamente, na nota enviada às redações, a FENPROF defende que devem ser afetados "recursos necessários, com vista a reduzir o número de alunos nas salas, garantindo, assim, ser seguro que a abertura de janelas tenha lugar, apenas, durante os intervalos, pelo menos neste período marcado por intenso frio".

Por fim, devem ser "alteradas as condições de proteção aos docentes de grupos de risco, garantindo a sua proteção efetiva, como o pagamento do salário ou permitindo que desenvolvam atividade em regime de teletrabalho".

Leia Também: Confinamento: Escolas vão manter-se abertas em "pleno funcionamento"

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