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Carlos do Carmo: Dezenas aguardam saída da urna na Basílica da Estrela

Dezenas de pessoas aguardam, na Basílica da Estela, em Lisboa, a saída da urna com os restos mortais do fadista Carlos do Carmo, que morreu na passada sexta-feira, aos 81 anos.

Carlos do Carmo: Dezenas aguardam saída da urna na Basílica da Estrela
Notícias ao Minuto

15:44 - 04/01/21 por Lusa

País Óbito

Neste momento é rezada missa de corpo presente à qual assistem, entre outras individualidades, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Cultura, Graça Fonseca.

As exéquias iniciaram-se hoje de manhã, pelas 10:00, com a urna coberta pela bandeira nacional e um cachecol do clube de futebol "Os Belenenses", à qual prestaram homenagem vários cidadãos anónimos e individualidades como o maestro António Victorino de Almeida, o músico Luís Represas e a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, revelou que o fado "Lisboa Menina e Moça", composto por Paulo de Carvalho, sobre poema de José Carlos Ary dos Santos, celebrizado pela interpretação de Carlos do Carmo, vai passar a ser a canção oficial da cidade de Lisboa.

O funeral, reservado à família, realiza-se após a missa, e parte da Basílica da Estrela para o Cemitério dos Prazeres, num percurso de cerca de um quilómetro.

Carlos do Carmo ficará sepultado no cemitério onde se encontram outros artistas, como sua mãe, a fadista Lucília do Carmo, o guitarrista Carlos Paredes, os atores Vasco Santana, Raul Solnado, Zita Duarte e Guida Maria, os historiadores Jaime Cortesão e A. H. de Oliveira Marques, os escritores António Gedeão, António Tabucchi, David Mourão-Ferreira, José Cardoso Pires e Urbano Tavares Rodrigues, e figuras históricas como Fontes Pereira de Melo e o capitão Henrique Galvão, que, em 1961, protagonizou uma tentativa de denúncia internacional do Estado Novo.

O fadista morreu na sexta-feira, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Nascido na capital, em 21 de dezembro de 1939, Carlos do Carmo de Ascensão Almeida era filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia.

Distinguido com o Grammy Latino de Carreira, entre outros galardões, somava 57 anos de um percurso artístico, que passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do 'Canecão', no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

O cantor despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

A publicação do seu derradeiro álbum, "E Ainda?", prevista para o passado mês de novembro, foi anunciada para este ano, pela editora Universal Music.

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