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Ordem dos Médicos recomenda interdição de circulação entre as duas pontes

A ordem profissional defende que é preciso juntar os períodos dos dois próximos feriados para diminuir a circulação entre concelhos. Para além desta recomendação, a Ordem dos Médicos pede para que haja um "reforço de recursos humanos e técnicos" nos cuidados intensivos, bem como a implementação do uso generalizado dos testes rápidos para "rastreio das populações em zonas de risco extremamente elevado".

Ordem dos Médicos recomenda interdição de circulação entre as duas pontes
Notícias ao Minuto

10:47 - 23/11/20 por Notícias ao Minuto

País Covid-19

O Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos recomendou ao Governo que equacione a possibilidade de manter as restrições de circulação entre concelhos nos 12 dias das duas pontes. Ou seja, que se estenda esta nova medida aos dois períodos associados aos feriados de 1 e 8 de dezembro, levando a restrição a entrar em vigor às 23h00 do dia 27 de novembro e terminar às 5h00 de 9 de dezembro.

A recomendação, divulgada em comunicado esta segunda-feira, detalha também que este alargamento da interdição deve manter "as exceções previstas, nomeadamente de âmbito profissional e escolar, nos 12 dias das duas pontes dos feriados de dezembro".

Ainda sobre a atual epidemiológica no país, a ordem profissional considerou que é "extremamente preocupante" que existam 500 doentes com o novo vírus internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), pedindo, assim, o "reforço de recursos humanos e técnicos e da efetiva coordenação a nível nacional das camas de internamento em enfermaria e medicina intensiva".

Silmultaneamente, a Ordem dos Médicos também defende que deviam-se manter as medidas de restrição para as zonas de risco elevado (240-480 casos por mil habitantes), previstas neste Estado de Emergência, aquando a próxima renovação da figura jurídica. 

Sobre o rastreio no país, o organismo recomenda ao Executivo que seja implementada a realização de testes rápidos generalizados, sobretudo, para "rastreio das populações em zonas de risco extremamente elevado (>960) e com variação semanal crescente".

Por fim, a ordem pede o reforço de equipas no terreno e a concentração dos "recursos nos novos casos", "dado o atraso na realização de dezenas de milhares de inquéritos epidemiológicos", para impedir a "acumulação de mais inquéritos em atraso, que devem ser realizados por profissionais de saúde, devidamente habilitados e com as condições adequadas".

"[A Ordem dos Médicos manifesta] Preocupação pelo aparecimento de sinais crescentes de saturação e fadiga pandémica na população portuguesa e de outros países europeus e as suas eventuais consequências na menor adesão às medidas preventivas e na polarização da sociedade", é ainda sublinhado na nota em causa. 

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