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  • 26 NOVEMBRO 2020
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Natal? "Estaremos numa situação bastante melhor do que estamos agora"

Pedro Simões Coelho explicou na TVI que se nada tivesse sido feito eram esperados "14 mil casos por dia". Pandemia deverá ter o pico "nos próximos dias".

Natal? "Estaremos numa situação bastante melhor do que estamos agora"

O professor catedrático da Universidade Nova Information Management School, Pedro Simões Coelho, esteve, esta sexta-feira no 'Jornal da Uma' da TVI, onde traçou um cenário do que Portugal poderá esperar no que à pandemia da Covid-19 diz respeito. Questionado sobre se estaremos a 'salvo' no Natal, o especialista foi  taxativo: "A 'salvo' não estaremos. Mas estaremos, seguramente, numa situação bastante melhor do que aquela em que estamos agora"

"Prevemos que o pico da incidência apareça agora nos próximos dias. Tenho um intervalo entre hoje e daqui a uma semana", advogou, acrescentando que "ficaremos ali entre os seis e os sete mil casos". 

Pedro Simões Coelho destacou ainda que a partir daí, "podemos prever uma redução lenta desta incidência", sublinhando, porém, que é "impossível, neste momento, antecipar qual vai ser no Natal".

Ainda assim, sublinha, que "se nada tivesse acontecido", ou seja, se os portugueses "não tivessem mudado o comportamento" e "se não tivesse existido o Estado de Emergência", explicou o professor catedrático, "esperávamos ter 14 mil casos por dia na primeira semana de dezembro". Agora, são previstos "cinco ou seis mil casos por dia" nessa altura. 

Os portugueses estão a adotar medidas "mais protetoras" - "A mobilidade dos portugueses reduziu 13% no último mês" - mas, frisou o especialista que a razão de mais restrições se prende com o facto de que "parece, apesar de tudo, não ser suficiente"

Porquê? "Nós estamos a ter neste momento, cinco a seis mil casos, se reduzirmos e estabilizarmos nestes números ou, eventualmente, começarmos a reduzir muito lentamente (...) é muito diferente estar com centenas ou com cinco mil [casos]" para o Serviço Nacional de Saúde: "É completamente ingerível". 

De lembrar que Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 61 mortes relacionadas com a Covid-19 e  6.489 novos casos de infeção, indicou o boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde (DGS) desta sexta-feira. Os dados correspondem a um aumento de 1,65% em relação aos óbitos e de 2,67% em relação aos novos contágios.

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